02:19 13 Dezembro 2019
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    Presidente dos EUA, Donald Trump, é recebido pelo rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, em Riad, na Arábia Saudita

    Aliado dos EUA alerta: levar embaixada para Jerusalém representará ofensa aos muçulmanos

    © REUTERS / Jonathan Ernst
    Oriente Médio e África
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    Qualquer decisão tomada pelos Estados Unidos em relação ao status de Jerusalém antes de que uma solução completa seja alcançada no que diz respeito ao conflito entre israelenses e palestinos prejudicará as conversações de paz, disse o rei saudita Salman Bin Abdulaziz Al Saud nesta terça-feira.

    A opinião do monarca da Arábia Saudita foi compartilhada em conversas telefônicas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

    A Casa Branca disse que Trump, em telefonemas separados na terça-feira, falou com os líderes de cinco nações do Oriente Médio — a saber, Israel, a Autoridade Palestina, Jordânia, Egito e Arábia Saudita — sobre a possibilidade de deslocar a embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

    "Qualquer decisão dos Estados Unidos sobre o status de Jerusalém antes do acordo final irá prejudicar as conversações de paz e aumentar as tensões na região. A Arábia Saudita apoiou e continua a apoiar o povo palestino e defender seus direitos históricos", disse o rei saudita por telefone, como citado pelo Ministério de Relações Exteriores do país.

    O monarca saudita alertou que "este passo perigoso provocará os sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo, para quem a importância de Jerusalém e da Mesquita Al-Aqsa é enorme".

    Na segunda-feira, o vice-secretário de imprensa da Casa Branca, Hogan Gidley, disse que Trump decidirá nos próximos dias se deseja assinar uma renúncia para atrasar a mudança da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.

    O lado palestino, entre vários países do Oriente Médio, advertiu que o movimento pode levar à escalada do conflito entre israelenses e palestinos, e desestabilizar a situação na região, enquanto o presidente turco, Tayyip Recep Erdogan, ameaçou cortar os laços com Israel.

    Em 1995, o Congresso dos EUA aprovou uma lei sobre a transferência da embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Mas, devido ao status disputado da cidade e à sensibilidade deste problema às relações com o mundo árabe-muçulmano, todos os presidentes dos EUA, incluindo o Trump, assinam um documento a cada seis meses que adia a implementação desta decisão.

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    A aventura da capital de Israel (89)

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    Tags:
    acordo de paz, relações bilaterais, cidade sagrada, muçulmanos, diplomacia, embaixada, Salman bin Abdulaziz Al Saud, Donald Trump, Jerusalém, Palestina, Israel, Arábia Saudita, Estados Unidos
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