10:07 09 Dezembro 2019
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    Exército dos EUA

    EUA estudam aumentar sua presença militar na África

    © AP Photo / Mindaugas Kulbis
    Oriente Médio e África
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    Os Estados Unidos estão estudando aumentar sua presença militar na África para conter uma possível expansão do Daesh após a retração do grupo terrorista no Oriente Médio.

    Após o Daesh perder sua "capital" Raqqa, na Síria, e Mossul, no Iraque, o grupo "tem a aspiração de estabelecer uma presença maior" na África, disse o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Joseph Dunford, segundo a agência AFP. 

    Da Líbia ao Egito, e nas porções oriental e ocidental da África, os jihadistas já são uma ameaça, disse Dunford em uma coletiva sobre a morte de quatro soldados estadunidenses no Níger. Dunford afirmou que os soldados dos EUA morreram junto com outros cinco militares da Nigéria após um ataque de um grupo ligado ao Daesh.

    O incidente chamou a atenção da população dos Estados Unidos, já que muitos desconheciam o fato de centenas de soldados estadunidenses estão no país da África ocidental.

    O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos contou que irá fazer recomendações ao presidente Donald Trump e para o secretário de Defesa, James Mattis, "para a alocação de forças que atendam ao que vemos como uma ameaça, ao que antecipamos que seja uma ameaça".

    Dunford cumpre agenda nesta semana com líderes militares de 75 países para discutir "a próxima fase da campanha" contra o Daesh.

    Em declaração à imprensa depois de reunir-se com o secretário de Defesa na semana passada, o senador republicano Lindsey Graham, membro do Comitê de Serviços Armados do Senado, disse: "A guerra está mudando. Vamos ver mais ações na África e não menos".

    Depois do Oriente Médio, a África é o segundo local com o maior número de tropas dos EUA. 

    Essas militares treinam as forças locais no combate ao terrorismo e "só acompanharão essas forças [locais] quando as perspectivas de contato com o inimigo forem improváveis", disse Dunford.

    Essas regras de engajamento "vão mudar quando se trata de operações antiterroristas", disse Graham. Ele insinuou que as tropas dos EUA podem ser autorizadas a atirar primeiro em alvos "terroristas", o que não é o caso agora.

    Uma ameaça crescente

    A presidência da União Européia também advertiu este mês que os países do bloco devem monitorar "com muito cuidado" a crescente ameaça do Daesh no norte da África, destino de muitos terroristas que estão deixando o Oriente Médio.

    "Não estou seguro para dizer que [o terrorismo] está mudando apenas para a África. Estamos lidando com um desafio que existe da África Ocidental ao Sudeste Asiático", disse Dunford.

    Washington auxiliam com reabastecimento aéreo e inteligência a operação da francesa Barkhane contra jihadistas em cinco países africanos: Mauritânia, Mali, Chade, Níger e Burkina Faso.

    Ao todo, o número de militares dos EUA na África é de 6 mil pessoas em 53 países diferentes, afirmou o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos.

    Segundo relatório do general Thomas Waldhauser apresentado ao Congresso, os Estados Unidos têm um considerável número de tropas nos seguintes países: Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Somália, Uganda, Ruanda e Quênia.

    A nação que hospeda o maior número de soldados estadunidenses, entretanto, é o Níger: 800 militares.

    Segundo Dunford, as ações dos EUA no país africano continuarão, apesar da morte dos quatro soldados.

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    Tags:
    União Europeia, James Mattis, Joseph Dunford, Donald Trump, Estados Unidos, África, França
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