09:18 16 Dezembro 2017
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    Shahid Khaqan Abbasi discursa na Assembleia Geral da ONU

    Não seremos 'bode expiatório de ninguém', diz primeiro-ministro do Paquistão na ONU

    © REUTERS/ Eduardo Munoz
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    72ª sessão da Assembleia Geral da ONU (19)
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    O Paquistão se recusa a ser um "bode expiatório" para o derramamento de sangue do Afeganistão ou lutar guerras para outros, afirmou o primeiro-ministro paquistanês Shahid Khaqan Abbasi na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (21).

    Apesar de não citar diretamente a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar o efetivo militar no Afeganistão, Abbasi destacou o impacto que o Paquistão irá enfrentar.

    "Tendo sofrido e sacrificado tanto devido ao nosso papel na campanha global de combate ao terrorismo, é especialmente difícil para o nosso país ser culpado pelo impasse militar ou político no Afeganistão."

    Abassi afirmou que o Paquistão não será o "bode expiatório de ninguém" e que seu país não está disposto a lutar a guerra do Afeganistão em seu próprio território. 

    27 mil paquistaneses foram mortos por extremistas após os Estados Unidos iniciarem sua campanha contra o terrorismo em 2001, disse o presidente paquistanês.

    Abbasi pediu prioridade na eliminação de terroristas de organizações como o Deash e a Al-Qaeda, mas também destacou a necessidade de um acordo político com o Talibã. 

    Setores dos Estados Unidos acusam o Paquistão de fazer um "jogo duplo" ao cooperar com os esforços na luta contra o terrorismo de um lado e ao mesmo tempo ter proximidade com extremistas por meio de seus serviços de inteligência.

    Tema:
    72ª sessão da Assembleia Geral da ONU (19)

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    Tags:
    Al-Qaeda, Daesh, ONU, Donald Trump, Shahid Khaqan Abbasi, Paquistão
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