18:44 16 Dezembro 2017
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    Criança afegã num campo dos refugiados em Cabul

    'Sangue de afegãos é mais barato que petróleo'

    © AFP 2017/ WAKIL KOHSAR
    Oriente Médio e África
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    Um ex-primeiro-ministro e um ex-general da Força Aérea do Afeganistão falaram sobre a situação dos afegãos nos países vizinhos.

    No Afeganistão e na Síria estão combatendo cerca de 20 mil afegãos, disse o ex-primeiro-ministro do país e líder do Partido Islâmico, Gulbuddin Hekmatyar, à Sputnik Dari. "O sangue de afegãos é mais barato que o petróleo", afirmou ele.

    Segundo uma fonte da Sputnik em altos cargos do Afeganistão, a situação dos afegãos no Iraque é desagradável. Muitos deles, devido à pobreza, não podem voltar para o Afeganistão.

    "Morei em Bagdá por dois anos e conheço perfeitamente esses afegãos pobres e infelizes. A sua posição no Iraque é desagradável. Nem sequer têm 106 dólares para obter um novo passaporte afegão. Esses afegãos não podem se mudar e são obrigados a ficar no Iraque", disse ele.

    Soldado das tropas norte-americanas na província de Candaar, Afeganistão
    © Foto: US Army / Staff Sgt. Shane Hamann
    Entretanto, o analista político e general aposentado da Força Aérea do Afeganistão, Atiqullah Amarkhel, tem outro ponto de vista.

    "Os afegãos não enfrentam quaisquer dificuldades econômicas no Iraque e na Síria. Há pessoas a quem os países árabes pagam para lutarem contra os xiitas. Os outros recebem dinheiro do Irã para eles, depois de treinamentos no país, lutarem no Iraque e na Síria do lado das forças governamentais contra o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia]", disse ele.

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    Tags:
    guerra, pobreza, Daesh, Síria, Iraque, Afeganistão
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