23:14 20 Janeiro 2018
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    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu

    Menos sorrisos, mais mortes: Netanyahu quer mais penas capitais para terroristas

    © AFP 2018/ SEBASTIAN SCHEINER
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    O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu defendeu uma aplicação maior da pena de morte contra terroristas e autores de crimes considerados graves no país.

    De acordo com o jornal The Times of Israel, o premiê citou o recente massacre no povoado israelense de Halamish, quando três vítimas foram assassinadas em 21 de julho.

    Para Netanyahu, que visitou familiares das vítimas do massacre, é papel do governo apoiar a execução de delinquentes em casos como esse.

    “É estabelecido em lei. É necessária a decisão unânime dos juízes sobre o assunto, mas se você quiser saber a posição do governo e minha posição como primeiro-ministro, em um caso como este, um assassinato assim, ele [acusado] deve ser executado. Simplesmente não deveria sorrir mais”, disse o primeiro-ministro de Israel.

    Em 21 de julho, Omar al-Abed, de 19 anos, invadiu a casa de uma família na aldeia Halamish, na Cisjordânia, e matou três pessoas a facadas: Yosef Salomon, 70, e seus filhos, Chaya e Elad Salomon, enquanto a família estava comemorando o nascimento de um neto.

    Ministros da Defesa, Justiça e Educação de Israel, Avigdor Liberman, Ayelet Shaked e Naftali Bennett, respectivamente, também são a favor da pena de morte para Abed.

    Em Israel, a pena de morte é aplicável apenas em circunstâncias limitadas e se concretizou apenas uma vez, em 1962, contra o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann, um dos autores da Solução Final, o plano de genocídio sistemático dos judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial.

    De lá para cá, o Parlamento israelense repetidamente rejeitou os pedidos para aplicação da pena de morte contra palestinos.

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    Tags:
    direitos humanos, terrorismo, segurança, pena de morte, violência, Omar al-Abed, Benjamin Netanyahu, Palestina, Israel
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