08:47 19 Outubro 2017
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    Militantes islamitas ligados à Al-Qaeda, Timbuktu, Mali (foto de arquivo)

    Militar português morreu no ataque terrorista em Mali

    © AP Photo/ Stringer
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    Um militar português, que estava no serviço da missão da União Europeia no Mali, morreu na sequência do ataque terrorista que aconteceu na área de Bamako.

    Segundo a edição Observador, o ataque jihadista ocorreu em um complexo turístico perto de Bamako, capital do Mali.

    O Diário de Notícias, citando o comunicado divulgado pelo Estado-Maior General das Forças Armadas de Portugal (EMGFA), destaca que ataque ocorreu às 16 horas, horario local no Hotel Le Campement Kangaba — estabelecimento reconhecido e autorizado pela Missão de Treino no Mali "Wellfare Center", a qual fazia parte o militar, entre os períodos de atividade operacional dos militares que prestam serviço naquele país.

    Acrescenta-se que no local também havia vários militares internacionais de vários países, entre eles dois eram portugueses. O segundo militar português não foi vítima do ataque.

    Uma fonte do exército português disse para a agência Lusa que o militar morto era natural de Valongo, chamava-se Paiva Benido, era casado e tinha duas filhas. O sargento-ajudante Paiva Benido tinha 40 anos e prestava serviço no Comando de Pessoal no Porto, bem como fazia parte do contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia no Mali, composto por 10 elementos.

    Os criminosos, além de matar duas pessoas, fizeram 20 reféns que foram libertados na operação das forças especiais do Mali.

    O ministro da Defesa do Mali, Salif Traoré, afirma que foi realizado "ataque jihadista". Várias fontes confirmam que os criminosos gritavam "Allahu Akbar" (Deus é grande).

    O último ataque terrorista no Mali, que teve ocidentais como alvo, deu-se em março de 2016 no Nord-Sud de Bamako, onde estavam militares e instrutores da missão da UE. Outro ataque, realizado em novembro de 2015, ocorreu perto do hotel Radisson Blu e levou a vida de 20 pessoas. O ataque foi reivindicado pela  Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, organização terrorista proibida na Rússia.

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    Tags:
    ataque terrorista, EMGFA, Portugal, Mali
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