17:16 22 Setembro 2019
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    Membros das Unidades de Proteção do Povo do Curdistão (YPG) monitoram as posições do grupo do Estado Islâmico (Daesh) na cidade síria de Ras al-Ain, perto da fronteira turca em 13 de março de 2015

    Curdos prometem 'construir Síria livre' com uso de armas norte-americanas

    © AFP 2019 / DELIL SOULEIMAN
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    Os curdos sírios planejam "construir Síria livre" com apoio de armas dos EUA, declarou o representante oficial da milícia curda YPG (Unidades de Proteção Popular), Redur Xelil.

    "Nossas forças… proclamam a construção de uma Síria, onde todas as pessoas vão viver juntas e livres e com apoio da coalizão internacional, vencendo as forças obscuras", diz a declaração do representante a qual Sputnik tem acesso.

    Na quarta-feira (10), o presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou o plano de fornecimento de armas aos destacamentos curdos na Síria que estão combatendo o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), apesar de a Turquia ser contra.

    Segundo fontes do Pentágono, EUA planejam fornecer aos curdos "uma parte limitada" das armas necessárias para libertar Raqqa dos terroristas, inclusivamente morteiros e metralhadoras.

    O representante oficial da milícia curda YPG expressou satisfação quanto à decisão dos EUA, mas ao mesmo tempo chamou-a de "atrasada":

    "Apesar de a decisão sobre fornecimentos de armas às YPG ter sido tomada com atraso, percebe-se uma confiança em relação às nossas forças, que lutam contra o Daesh e todos s grupos terroristas… a YPG provou para todo o mundo, especialmente para as forças da coalizão internacional, que é a principal força no combate ao terrorismo. Antes de a decisão ter sido tomada, sofremos falta [de armas]."

    As YPG compõem a maior parte das Forças Democráticas Sírias, uma aliança apoiada pelos EUA com combatentes árabes e curdos, que tomou grandes partes do território anteriormente controlado pelo grupo terrorista Daesh no norte da Síria.

    Destaca-se que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, repudiou a decisão americana e pediu para que os EUA "anulassem imediatamente o plano".

    De acordo com o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, cada arma entregue às forças curdas "representa uma ameaça para a Turquia".

    Quanto à Síria, possíveis fornecimentos de armas aos curdos provocam protestos das autoridades de Damasco, pois, segundo autoridades, os norte-americanos não têm direito de realizar sua atividade sem aprovação do governo sírio. Consequentemente, a presença dos EUA no território norte da Síria representa intervenção.

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    Tags:
    intervenção estrangeira, protestos, combate ao terrorismo, plano, fornecimento, armas, Unidades de Proteção Popular (YPG), Daesh, Pentágono, Recep Tayyip Erdogan, Donald Trump, Raqqa, Damasco, Turquia, EUA, Síria
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