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    Presidente iraniano, Hassan Rouhani, chega à conferência de imprensa, Teerã, Irã, 17 de janeiro de 2016

    Ministro da Defesa de Israel: 'Não me surpreenderia se alguém matasse presidente iraniano'

    © AFP 2017/ ATTA KENARE
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    O ministro de Defesa israelense, Avigdor Lieberman, assegurou que o assassinato de um líder sênior do grupo Hamas no mês passado foi "um trabalho interno" dentro do movimento, adicionando que não se surpreenderia se alguém matasse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, informou o jornal israelense Haaretz.

    No dia 24 de março, Mazen Faqha recebeu quatro tiros na cabeça na Faixa de Gaza e, posteriormente, foi proclamado morto. A Organização para a Libertação da Palestina culpou Israel pelo assassinato, prometendo "castigo divino" ao iniciar uma verdadeira caça aos autores do crime.

    Como resultado dezenas de palestinos foram apreendidos e acusados de colaborar com a inteligência israelense, crime punido com pena capital na Faixa de Gaza, região governada por Hamas há uma década. Três dos "colaboradores" foram executados na semana passada.

    "Não me surpreenderia se, durante as eleições iranianas de 19 de maio, alguém assassinasse o presidente iraniano, Hassan Rouhani", disse o ministro da Defesa israelense. 

    O Hamas, tanto como o Irã, tem como objetivo a libertação dos territórios ocupados por Israel. Após a revolução de 1979, o Irã rompeu todos os laços com Israel e não o reconhece como um Estado. Acredita-se que Teerã apoie Hamas nas tentativas de minar as autoridades israelenses.

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    Hamas, Mazen Faqha, Hassan Rouhani, Faixa de Gaza, Irã, Israel
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