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    A ONG Anistia Internacional acusou a coalizão militar, liderada pelos Estados Unidos, de "flagrante violação do direito internacional humanitário" em Mossul, no Iraque.

    As tropas, que participam da operação para libertar a cidade do grupo terrorista Daesh, não tomar precauções para evitar altos índices de mortaidade entre os civis, informou a organização defensora de direitos humanos. 

    "As evidências recolhidas em Mossul oriental apontam para um padrão alarmante dos ataques aéreos da coalizão, liderada pelos EUA, que destruíram casas inteiras com famílias dentro. O alto número de civis mortos sugere que as forças da coalizão que lideram a ofensiva em Mossul não tomaram as precauções adequadas para prevenir as fatalidades, em flagrante violação do direito internacional humanitário", disse Donatella Rovera, consultora de crise da Anistia Internacional.

    Ela pediu ao governo iraquiano e à coalizão liderada pelos EUA que lancem uma investigação sobre ataques "desproporcionais" e "indiscriminados" que resultaram em "terrível número de mortos civis".

    Na quinta-feira passada, a mídia relatou a morte de pelo menos 200 pessoas, muitas das quais civis, durante um ataque aéreo na cidade.

    A operação iraquiana para reconquistar Mossul, a fortaleza-chave do Daesh no Iraque, começou em outubro de 2016 e resultou na liberação da parte oriental da cidade em janeiro deste ano. Os combates, entretanto, continuam no oeste de Mossul.

    A ONU estima que 180 mil civis tenham escapado do oeste de Mosul desde meados de fevereiro. Mais de 320 mil pessoas devem fugir nas próximas semanas, enquanto as forças governamentais continuam avançando para a Cidade Velha.

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    Tags:
    Mossul, Iraque, EUA, Donatella Rovera, Anistia Internacional, direito internacional, direito internacional humanitário, ataques aéreos, civis
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