18:43 21 Agosto 2017
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    Vista pela parte histórica de Palmira, Síria (foto de arquivo)

    Antiguidades vendidas pelo Daesh afinal eram falsificadas

    © Sputnik/ Mikhail Voskresensky
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    Os objetos de arte vendidos por militantes do Daesh inundaram o mercado negro de antiguidades na Síria e no Líbano. Entretanto, três quartos dos artefatos vendidos são falsificados, disse o diretor-geral do Departamento de Antiguidades e Museus da Síria, Maamun Abdulkarim.

    Banderia da Turquia vista durante protestos em Antália. 15 de novembro, 2015.
    © AP Photo/ Emrah Gurel
    Segundo o jornal Art Newspaper, que cita a entrevista de Abdulkarim, a porcentagem de antiguidades falsificadas no mercado negro sírio e libanês aumentou de 30% em 2013 para 70%.

    Entre os artefatos vendidos em Damasco 30 são exemplares falsificadas da Bíblia e Alcorão, 450 "moedas de ouro medievais", ornamentos de mosaico e estátuas. Segundo Abdulkarim, é difícil distinguir alguns dos objetos falsificados dos autênticos. No Líbano foram retirados 89 artefatos – 20 estátuas de Palmira, 18 mosaicos e alguns elementos de arquitetura.

    Quanto aos trabalhos de restauração em Palmira, Abdulkarim disse que a maioria de artefatos estão intatos.

    "Posso confirmar que mais de 90% da coleção de Palmira está segura, 10% estão destruídos. Não perdemos a arte de Palmira", disse.

    No total, segundo o diretor-geral do departamento, para completar os trabalhos de restauração em Palmira são necessários cinco anos. Agora estão sendo recuperados dois templos destruídos pelo Daesh e o Arco do Triunfo.

    Palmira é um dos seis monumentos do património mundial da UNESCO na Síria. A cidade, nomeada "pérola do deserto" estava sob o controle do Daesh desde maio de 2015. Os militantes destruíram o famoso Arco do Triunfo com a colunada e alguns templos. O Museu Nacional e necrópole de Palmira também foram saqueados.

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    Tags:
    patrimônio cultural, patrimônio mundial, falsificação, venda, artefatos, Daesh, Palmira, Síria
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