14:07 20 Novembro 2019
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    Jair Bolsonaro e o presidente da China, Xi Jinping, posam para foto durante encontro do G20, em Osaka.

    Visita de Bolsonaro à Ásia é mais do que tardia, diz especialista

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    O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai fazer uma visita oficial ao Japão e à China na próxima semana para tentar expandir o comércio com os países da região.

    Segundo um briefing realizado por Reinaldo José de Almeida Salgado, secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Bolsonaro pretende concluir acordos de livre comércio entre o Mercosul e Cingapura e entre o bloco e a Coreia do Sul até o próximo ano.

    Em entrevista à Sputnik Brasil, Fausto Godoy, ex-embaixador do Brasil em países asiáticos e professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP), a visita de Bolsonaro à Ásia demorou para acontecer.

    "Essa visita do presidente Jair Bolsonaro é mais do que tardia, esses laços deveriam ter sido mantidos sempre. Nós não deveríamos ter mantido nenhum percalço com relação ao nosso entendimento da China. Não só a China como também o Japão", disse.

    Fausto Godoy atribui a fala ao fato da China ser o principal parceiro econômico brasileiro.

    "O primeiro parceiro comercial do Brasil não são os Estados Unidos, não é a Europa, é a China", afirmou.

    Segundo Godoy, o Brasil está preso a relações comerciais que não correspondem à época que vivemos.

    "O mundo entrou no século XXI e o mundo do século XXI foi para a Ásia. E o mundo que foi para a Ásia no século XXI é o mundo da tecnologia, da nova rota da seda, esse mundo que nós aqui estamos muito longe. Nós somos muito atados a um mundo que está morrendo", completou.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    economia, comércio, Japão, China, Ásia, Jair Bolsonaro
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