12:55 20 Agosto 2019
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    Bandeiras dos EUA e da Turquia

    Pressão sobre Turquia na Síria pode ter consequências graves para EUA, adverte analista

    © Sputnik / Yevgeny Biyatov
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    Os EUA enviaram 6 militares para a Turquia para trabalharem no Centro de Coordenação conjunto dos EUA e Turquia. No entanto, a Turquia apela aos EUA para deixarem de apoiar os curdos sírios.

    O Ministério da Defesa da Turquia confirmou a chegada à província de Sanliurfa, no sudeste do país, de 6 militares norte-americanos que vão participar do trabalho do Centro de Coordenação de Operações Conjuntas e na criação da planejada zona de segurança no norte da Síria. O ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar, também afirmou que nos próximos dias se espera o início do funcionamento do Centro de Coordenação conjunto dos EUA e Turquia.

    No entanto, o ministro sublinhou que Ancara não admitirá a demora nesta questão e exigiu que os EUA deixem de apoiar as forças de autodefesa curdas na Síria. Segundo Akar, Ancara tem planos alternativos para a Síria caso os EUA não cumpram os acordos.

    Ex-oficial da Unidade de Forças Especiais das Forças Armadas turcas, Abdullah Agar contou em entrevista à Sputnik Turquia sobre os planos alternativos da Turquia.

    "A preocupação principal da Turquia está ligada com a ameaça da criação na região de uma formação terrorista pseudo-estatal, o que pode levar ao desmembramento da Síria e, em perspectiva de médio e longo prazo, do Iraque e da própria Turquia", afirma o especialista.

    Segundo Abdullah Agar, esta "preocupação" é usada pelos EUA nos seus interesses. Entretanto, se os acordos alcançados não forem cumpridos, Ancara tem versões alternativas, que pressupõem um conjunto de instrumentos de caráter geopolítico, estratégico, táctico e operacional.

    O especialista diz que este jogo bilateral pode ter consequências graves para os próprios EUA, porque levará à mudança das preferências geopolíticas turcas. "A estratégia principal dos EUA na Síria é, por um lado, usar os destacamentos curdos das YPG e do PKK para seus próprios objetivos e, por outro lado, desenvolver uma cooperação proveitosa com a Turquia", explicou Agar.

    "Entretanto, esta política hipócrita vai ter consequências sérias. Atualmente o problema para Turquia já não é só enfrentar os EUA "no terreno" na Síria, a questão é do âmbito das preferências e prioridades geopolíticas".

    O especialista afirmou que a colaboração entre os EUA e a Turquia, que tem uma história longa, agora se está transformando de modo doloroso.

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