03:56 28 Maio 2020
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    A Rússia tenta estimular cooperação pacífica com os países da região ártica, enquanto se esforça para desenvolver o projeto relacionado à Rota Marítima do Norte.

    A 4ª edição do Fórum Internacional do Ártico será realizada nesta semana na cidade russa de São Petersburgo e contará com a presença dos líderes da Rússia, da Finlândia e da Islândia e os primeiros-ministros da Noruega e da Suécia.

    O translado via marítima é considerado atualmente o mais barato e mais vantajoso, e é por isso que a sua procura excede sempre a oferta.

    Até 2024 está previsto que o transporte de mercadorias na Rota Marítima do Norte aumente em 80 milhões de toneladas.

    Atualmente, pelo menos 10% do transporte marítimo de mercadorias são efetuados através do chamado "desfiladeiro estreito" do canal do Suez.

    Segundo o jornalista russo Dmitry Lekukh, as empresas de logística são obrigadas a esperar na fila por quase um mês para passar por esta área.

    "É muito difícil sobrestimar o surgimento de uma rota alternativa de transporte navegacional anual pela Rota Marítima do Norte. Além disso, não existem riscos políticos no Norte: tais como conflitos tão característicos da região do Oriente Médio, a pirataria no golfo de Aden e muitos outros", enfatiza Lekukh em seu artigo.

    O jornalista destaca que os parceiros da Rússia do outro lado do oceano tratam a Rota Marítima do Norte de forma muito negativa, uma vez que a abertura total dela comprometeria o controle norte-americano do comércio mundial através da logística do transporte marítimo.

    "A Rota Marítima do Norte é um golpe contra o bem mais valioso de Washington: a sua própria carteira, e isso Washington não pode perdoar […] Isso nem sequer é o [gasoduto] Nord Stream 2, que é desagradável para um segmento da economia americana, mas que não é mortal", escreve o colunista.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reitera a necessidade de proporcionar segurança à região ártica, pois a nação russa está enfrentando uma grande resistência ao desenvolver esses projetos.

    "O Ártico é um prêmio e não uma ameaça existencial. E qualquer conflito, mesmo local, é completamente inútil nesta região. Basta citar a opinião do atual chefe do Ministério dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente, Dmitry Kobylkin: 'Um rublo investido nos projetos do Ártico atrai outros 15 rublos, o que é uma boa proporção, que poucos segmentos da economia podem dar'", ressalta.

    Durante entrevista à Sputnik, o diplomata russo Nikolai Korchunov sublinhou que a Rússia está seguindo uma política aberta e gradual de cooperação internacional no Ártico.

    O diplomata observou que Moscou acolhe favoravelmente outros países do Ártico, cuja política não implica traçar linhas divisórias na região.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    área estratégica, Rota Marítima do Norte, Vladimir Putin, Ártico, Rússia
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