03:03 22 Setembro 2019
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    Destróier USS Donald Cook (imagem de arquivo)

    Presença de destróier dos EUA no mar Negro aumenta risco de provocações, afirma analista

    CC0 / Marinha dos EUA / wikipedia.org
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    O destróier norte-americano USS Donald Cook entrou no porto georgiano de Batumi, entretanto as ações desta embarcação, enviada ao mar Negro para "operações de segurança", estão sendo monitoradas por um navio russo. O especialista militar russo Boris Rozhin comentou a situação.

    As forças da Frota do Báltico estão escoltando os destróieres da Marinha dos EUA USS Gravely e USS Porter, que entraram na parte sul do mar Báltico, informou o centro nacional de controle de defesa.

    Nota-se que a vigilância dos navios americanos está sendo realizada pelas corvetas russas Boyky e Soobrazitelny.

    Anteriormente, a Marinha dos EUA informou que o destróier americano USS Donald Cook havia entrado no mar Negro "para operações de segurança". A atividade do navio de guerra americano está sendo observada pelo navio-patrulha russo Pytlivy, entretanto hoje (21) essa mesma embarcação dos EUA entrou no referido porto georgiano.

    A Duma de Estado da Rússia classificou o envio do contratorpedeiro para o mar Negro como um "abuso do espírito pacífico e de sabedoria da Rússia" e observou que esta política de Washington não pode continuar infinitamente.

    Durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Boris Rozhin expressou a opinião de que a presença de navios americanos no mar Negro aumenta a possibilidade de uma provocação por parte da Ucrânia.

    "A demonstração de presença de navios americanos no mar Negro é parte de uma estratégia para apoiar a Ucrânia. Os EUA apoiaram ativamente a provocação ucraniana no estreito de Kerch, bem como [apoiaram] a declaração dos dirigentes ucranianos que eles querem repetir a passagem [pelo estreito]. Para demonstrar um apoio ativo, os Estados Unidos fazem suas declarações e enviam para lá navios da OTAN periodicamente", afirma o analista.

    "De acordo com a Convenção de Montreux, um navio pode permanecer lá por três semanas. Consecutivamente, sua presença aumenta o risco de provocações no estreito de Kerch. Entende-se que são possíveis cenários em que o navio americano seja envolvido, digamos, como observador durante essa provocação. Ou seja, se Kiev decidir realizá-la, a presença de navios americanos no mar Negro lhes permitiria dar ao conflito algum caráter internacional", concluiu Rozhin.

    A opinião do especialista pode não necessariamente coincidir com a da redação da Sputnik

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    Tags:
    escolta, Boiky, USS Gravely, USS Donald Cook, Frota do Báltico, Rússia, EUA, mar Negro
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