17:49 05 Agosto 2020
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    O destróier norte-americano USS Donald Cook entrou no porto georgiano de Batumi, entretanto as ações desta embarcação, enviada ao mar Negro para "operações de segurança", estão sendo monitoradas por um navio russo. O especialista militar russo Boris Rozhin comentou a situação.

    As forças da Frota do Báltico estão escoltando os destróieres da Marinha dos EUA USS Gravely e USS Porter, que entraram na parte sul do mar Báltico, informou o centro nacional de controle de defesa.

    Nota-se que a vigilância dos navios americanos está sendo realizada pelas corvetas russas Boyky e Soobrazitelny.

    Anteriormente, a Marinha dos EUA informou que o destróier americano USS Donald Cook havia entrado no mar Negro "para operações de segurança". A atividade do navio de guerra americano está sendo observada pelo navio-patrulha russo Pytlivy, entretanto hoje (21) essa mesma embarcação dos EUA entrou no referido porto georgiano.

    A Duma de Estado da Rússia classificou o envio do contratorpedeiro para o mar Negro como um "abuso do espírito pacífico e de sabedoria da Rússia" e observou que esta política de Washington não pode continuar infinitamente.

    Durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Boris Rozhin expressou a opinião de que a presença de navios americanos no mar Negro aumenta a possibilidade de uma provocação por parte da Ucrânia.

    "A demonstração de presença de navios americanos no mar Negro é parte de uma estratégia para apoiar a Ucrânia. Os EUA apoiaram ativamente a provocação ucraniana no estreito de Kerch, bem como [apoiaram] a declaração dos dirigentes ucranianos que eles querem repetir a passagem [pelo estreito]. Para demonstrar um apoio ativo, os Estados Unidos fazem suas declarações e enviam para lá navios da OTAN periodicamente", afirma o analista.

    "De acordo com a Convenção de Montreux, um navio pode permanecer lá por três semanas. Consecutivamente, sua presença aumenta o risco de provocações no estreito de Kerch. Entende-se que são possíveis cenários em que o navio americano seja envolvido, digamos, como observador durante essa provocação. Ou seja, se Kiev decidir realizá-la, a presença de navios americanos no mar Negro lhes permitiria dar ao conflito algum caráter internacional", concluiu Rozhin.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    escolta, Boiky, USS Gravely, USS Donald Cook, Frota do Báltico, Rússia, EUA, mar Negro
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