03:52 14 Dezembro 2018
Ouvir Rádio
    Mapa da América Latina

    Resistência no 'quintal': Rússia e China minam domínio dos EUA na América Latina

    CC0 / Pixabay
    Análise
    URL curta
    16432

    As autoridades estadunidenses estão tentando fortalecer os laços com os países da América Latina. Ao mesmo tempo, destaca a revista Foreign Policy, Washington está muito atenta às ações da Rússia e China nessa região, e até está mesmo tomando medidas para oferecer resistência à sua atividade no seu "quintal".

    Por exemplo, a revista lembra que o chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, general David Goldfein, que recentemente esteve com uma visita na Colômbia, declarou que a Administração Trump está dando passos para fortalecer as alianças na América Latina que fazem parte de resistência à Rússia e China no "quintal dos Estados Unidos".

    Em particular, o general estadunidense avisou que os países latino-americanos arriscam a perder oportunidade de participar das operações dos EUA e seus aliados se pararem de comprar material militar norte-americano e se mudarem para outros mercados de armamentos.

    Segundo a mídia, a viagem do general faz parte dos grandes esforços das autoridades americanas para reforçar as alianças com os países da região enquanto estes tentam lidar com uma série de ameaças à sua segurança nacional, ou seja, o terrorismo, tráfico de drogas, colapso econômico da Venezuela e crise migratória.

    Ao falar sobre a atividade de Moscou e Pequim durante sua visita de dois dias à Colômbia, o chefe do Estado-Maior esclareceu, de modo suficiente, a posição de Washington sobre o assunto:

    "Quando se trata da China e Rússia, contamos com a cooperação nas áreas em que temos essa possibilidade, e oferecemos uma resistência agressiva onde devemos fazê-lo. Estamos vigiando atentamente sua atividade na arena mundial, mas também prestamos uma atenção especial às suas ações na América Latina."

    Na opinião de vários especialistas, dessa forma os EUA reconhecem que a China e a Rússia começam a influenciar os países da região em termos econômicos e militares.

    Ao falar sobre a China, eles indicam que ela usa o comércio e investimentos em prol de seus interesses geopolíticos, visto que Pequim deseja obter acesso às reservas de petróleo da região. Hoje, o gigante asiático já se tornou o importador principal de ouro preto de cinco países latino-americanos.

    Entretanto, a Rússia é também considerada um jogador sério nessa parte do mundo, pois recebe bilhões de dólares por vender armamentos a países da região.

    Vários analistas asseguram que Moscou e Pequim apoiam os países que alegadamente violam os direitos humanos e demostram inimizade perante os EUA: Venezuela, Nicarágua e Bolívia.

    Assim, resumem, a Rússia e a China pretendem minar o domínio dos EUA na América Latina.

    Mais:

    Analista prediz 'iminente intervenção militar' dos EUA na América Latina
    Bolsonaro pode impulsionar onda conservadora na América Latina, diz cientista político
    Rússia está pronta para compartilhar tecnologias inovadoras com América Latina
    Maduro rejeita visão de Pompeo sobre presença da China na América Latina
    Tags:
    petróleo, domínio, segurança, venda de armas, cooperação técnico-militar, comércio, Foreign Policy, David Goldfein, América Latina, EUA, Rússia, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik