13:25 16 Outubro 2018
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    Barris de petróleo

    Especialista: barril de petróleo deve passar dos US$ 100 nas próximas semanas

    © flickr.com/ Sergio Russo
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    O professor associado da Nottingham University Business School, Hafez Abdo, disse à agência Sputnik que os preços do barril devem superar US$ 100, apesar de países como a China e a Índia prometerem continuar comprando o petróleo iraniano.

    As sanções de Trump contra o Irã entram em vigor somente no próximo mês, mas como as exportações de petróleo iraniano continuam a cair, o preço do petróleo continua a crescer. Segundo Hafez Abdo, as preocupações da comunidade internacional com o déficit no fornecimento de energia são justificáveis.

    "O mundo tem todos os motivos para se preocupar com a futura escassez de oferta de petróleo e gás devido ao que está acontecendo entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou ele. 

    "As sanções contra o Irã foram levantadas há alguns anos, então mais petróleo e gás entraram no mercado, fazendo os preços do petróleo caírem", explicou o especialista, para quem os preços agora devem aumentar.

    Analistas do mercado já previram no início de julho que os preços do petróleo provavelmente aumentariam de US$ 4 a US$ 5. 

    "No entanto, eles aumentaram muito mais. [Barril] custava cerca de US$ 61 em julho e agora já está custando mais de US$ 80", alertou o entrevistado.

    "Por isso esperamos que os preços do petróleo aumentem para mais de US$ 100 em alguns meses ou até em algumas semanas".

    Para Hafez Abdo, quando os Estados Unidos aplicarem mais sanções contra o Irã, o suprimento de petróleo iraniano será cortado e haverá pressão sobre os fornecedores da OPEP e não-OPEP para aumentar a oferta. 

    "No entanto, há um limite para o quanto eles podem adicionar ao mercado, especialmente para a Arábia Saudita. O máximo que podem adicionar é de um milhão de barris por dia, enquanto o corte no fornecimento de petróleo iraniano deverá ser de 2,5 milhões de barris por dia", explicou o professor.

    "O conflito na Síria ainda não acabou, o Iraque não está resolvido, a Líbia não está politicamente assentada, então não há nada no mercado global que sugira que a oferta será aumentada no futuro para compensar o déficit na oferta iraniana", concluiu.

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