13:12 05 Dezembro 2020
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    Os EUA anunciaram a imposição de novas sanções contra a Rússia em relação ao "caso Skripal". No entanto, o especialista em assuntos internacionais, Dmitry Belsky, acredita que essas sanções não são relacionadas ao incidente em Salisbury. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista compartilhou opinião sobre o assunto.

    O governo dos EUA anunciou a introdução a partir de 22 de agosto de novas sanções contra a Rússia por causa do suposto uso de armas químicas na cidade inglesa de Salisbury.

    A base das sanções é previstas pela lei americana sobre o controle de armas químicas e biológicas, adotada em 1991. Ela já tinha sido aplicada em março de 2018, quando os EUA impuseram sanções contra a Coreia do Norte para o uso de armas químicas no assassinato de Kim Jong-nam, irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un, bem como contra a Síria em 2013.

    O relatório do Departamento de Estado dos EUA observa que medidas restritivas entrarão em vigor 15 dias após a notificação do Congresso.

    O pacote de sanções contra a Rússia, por causa do incidente em Salisbury, será introduzido em três meses, caso Moscou não cumpra as exigências apresentadas pelos EUA.

    Os Estados Unidos notificaram a Rússia na quarta-feira (8), que as restrições estão prontas. O representante da agência disse que as novas sanções preveem a proibição do fornecimento de produtos de dupla finalidade para a Rússia. Mas uma série de exceções permanecerá inclusive na área da cooperação espacial e no fornecimento de componentes da aviação.

    Ao mesmo tempo, medidas restritivas da segunda remessa podem incluir uma redução no nível das relações diplomáticas, a proibição de voos para os Estados Unidos da companhia aérea russa Aeroflot e a quase completa cessação das exportações dos EUA. Para evitar isso, conforme declarado no Departamento de Estado, a Rússia deve dar garantias do desuso de armas químicas e permitir que observadores da ONU realizem inspeções no local. Isso deve ser feito dentro de 90 dias.

    O Conselho da Federação comentou sobre a decisão dos EUA de impor novas sanções contra a Rússia. Assim, um membro do Comitê de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação da Rússia, Sergei Tsekov, em entrevista ao canal russo RT, disse que o incidente em Salisbury, por causa do qual os EUA decidiram introduzir novas sanções antirrussas, é apenas uma desculpa. Ao mesmo tempo, o primeiro vice-presidente do comitê, Vladimir Djabarov, observou que o lado russo está pronto para aplicar novas medidas hostis contra os EUA.

    Durante entrevista, o especialista internacional e professor Dmitry Belsky, expressou a opinião de que os EUA vão impor sanções, independentemente das ações da Rússia.

    "Os Estados Unidos não impõem sanções com base em quaisquer complicações pessoais nas relações bilaterais. E neste caso eu não os conectaria diretamente com os eventos em Salisbury. As sanções são uma política duradoura dos EUA em relação à Rússia, que não depende das ações da Rússia a princípio. E, consequentemente, não devemos pensar em cancelar as sanções dos EUA nos próximos anos", disse.

    "As razões para impor novas sanções podem ser variadas. No entanto, o progresso em direção às sanções europeias pode ser [devido ao fato em questão], se os europeus, no contexto da deterioração das relações com os EUA, se sentirem livres da política americana e poderem se afastar dela, mas isso também é cedo demais para dizer", afirmou Belsky.

    Na cidade inglesa de Salisbury, em 4 de março, de acordo com as alegações das autoridades britânicas, o ex-agente Sergei Skripal e sua filha Yulia foram envenenados, o que provocou um grande escândalo internacional. Londres acredita que o Estado russo esteja envolvido no envenenamento, negado por Moscou. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse em maio que o "caso Skripal" estava se desmanchando diante da ausência de qualquer evidência da culpa da Rússia.    

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    restrições, medidas de resposta, sanções, Departamento de Estado dos EUA, Moscou, Rússia, EUA
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