11:43 20 Outubro 2020
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    Assustados com a troca de afirmações duras entre Washington e Pyongyang, alguns países da região, como o Japão, pretendem modernizar significativamente seu setor da defesa. Analista militar sérvio acredita que qualquer conflito militar traz vantagens. Para quem então?

    De acordo com os dados do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz (Estocolmo), desde 2001 o volume total de venda de armas tem crescido constantemente. Neste setor, os EUA estão muito à frente de seus perseguidores, tendo sua parte crescido para 33% entre 2011 e 2015.

    O analista militar sérvio Miroslav Lazanski, em entrevista à Sputnik Sérvia, afirmou que qualquer conflito no mundo é um presente para a indústria militar das grandes potências. Segundo ele, com cada crise os EUA ganham 20-25 bilhões de dólares. A crise coreana, opina, não será uma exceção.

    O analista lembra que com a nova onda de tensões entre o Irã e a Arábia Saudita Washington lucrou pelo menos 65 bilhões de dólares — é o montante que os sauditas gastaram para comprar armas aos norte-americanos.

    Outro exemplo citado pelo especialista é a guerra no Iraque, que se tronou um "posto de gasolina da família Bush". A guerra na Líbia também foi mais do que vantajosa para os EUA.

    "Eles [EUA] apreenderam contas que continham 250 bilhões de recursos públicos líbios. A guerra na Líbia acabou sendo financiada pela própria Líbia. Além dos EUA, o mesmo fizeram a França e o Reino Unido", contou Miroslav Lazanski.

    Neste contexto, o especialista cita o recém-desclassificado documento do Arquivo Nacional do Reino Unido, que é uma carta do ministro de aquisições militares, Alan Clark, que qualificou a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990 como uma boa oportunidade de fornecer armas para os países do golfo Pérsico.

    O autor concluiu com uma pergunta retórica: será que uma nova "oportunidade sem precedentes" vai ser usada na região do Círculo do Pacífico?

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    lucro, comércio, venda de armas, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Japão, EUA, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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