20:31 14 Dezembro 2017
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    Bandeiras da China e dos EUA

    The Independent: confrontação entre EUA e China representa a verdadeira ameça global

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    A nova ameaça global não parte da Rússia, mas sim da confrontação dos EUA com a China, destaca um artigo publicado nesta sexta-feira pelo jornal britânico The Independent.

    De acordo com a publicação, a maior preocupação atual reside nas Ilhas Spratly, um arquipélago no Mar do Sul da China, e que tornou-se palco do início da confrontação entre a China e os EUA com seus aliados. De acordo com o artigo, a situação é preocupante e poderá fugir do contrôle caso não haja moderação e sabedoria por parte dos lados envolvidos.

    "As expectativas são grandes. Essas minúsculas ilhas estão localizadas exatamente no meio de uma das principais rotas marítimas, pela qual transitam diariamente mercadorias no valor de mais de 7 trilhões de dólares. Além disso, trata-se de uma importante região pesqueira, em cujo leito certamente existem reservas de petróleo" – escreve The Independent.

    Há décadas que China, Filipinas, Vietnã, Malásia, Taiwan e Brunei reivindicam posse sobre parte ou a totalidade destas ilhas. No entanto, recentemente, "o conflito entrou numa fase crítica", destaca o jornal britânico. A China deu início a amplas obras no arquipélago, ampliando o seu território e construindo aeroportos e bases militares.

    Segundo escreve The Independet, esta situação preocupa muito os EUA. Na semana passada o Pentágono enviou até uma das ilhas um avião de reconhecimento e Washington declarou considerar a possibilidade de enviar navios e aviões de guerra para as imediações da nova base militar chinesa.

    O jornal britânico destaca que o problema precisa ser solucionado com urgência pela via diplomática, já que as possíveis consequências de os chineses simplesmente ignorarem a presença da frota militar norte-americana são realmente assustadoras.

    The Independent coloca o problema através da seguinte questão:

    "Nesse caso, iriam os EUA recorrer à força militar para impedir que os materiais de construção cheguem às disputadas ilhas? Ou será que Washington, acatando às exigências de alguns políticos norte-americanos, seria capaz de simplesmente bombardeá-las?"

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    Tags:
    The Independent, Spratly, China, EUA
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