23:37 15 Dezembro 2017
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    Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

    Opinião: Venezuela lembra Chile antes da derrubada de Allende

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    A campanha em curso para desacreditar a equipe do presidente da Venezuela Nicolás Maduro está entrando em um estágio muito sério. Este fato, contraposto a uma série de outros, levam à conclusão de que Venezuela está sendo preparada para uma “revolução colorida”, explica o especialista em América Latina Mikhail Belyat.

    O presidente da Venezuela Nicolás Maduro anunciou a descoberta de um complô internacional contra o seu país, promovido por forças de direita de alguns países. Maduro manifestou a opinião de que esta atividade estaria relacionada com a oposição venezuelana. Na quinta-feira passada, o prefeito de Caracas e opositor de Maduro, Antonio Ledezma, foi preso por estar ligado ao complô. 

    Segundo o especialista em America Latina, professor da Universidade Estatal Russa de Ciências Humanas, Mikhail Belyat, a versão de um complô contra a Venezuela pode ser plausível, principalmente quanto à participação dos EUA.

    Antonio Ledezma
    © AFP 2017/ ERNESTO BENAVIDES
    “Aquilo que está acontecendo agora na Venezuela me lembra muito do que aconteceu no Chile em 1973, antes da derrubada do presidente Allende. É um quadro muito parecido. Foi provocada uma falta de alimentos, um impressionante aumento nos preços e a escalada da inflação. Na minha opinião, isso tudo não pode ser explicado somente com as decisões incorretas do governo de Nicolás Maduro. A tática de descrédito de sua equipe está em uma fase bastante avançada no momento e isso é um componente da tecnologia de produção de qualquer “revolução colorida””, explicou Mikhail Belyat em entrevista à rádio Sputnik em Moscou.

    Segundo o cientista, está se aproximando também a segunda parte do plano de desestabilização da Venezuela.

    “O deputado do congresso norte-americano Carlos Curbelo já encaminhou ao Barack  Obama uma proposta de introduzir sanções contra Venezuela pela prisão do prefeito de Caracas. Os argumentos são iguais aos de sempre. Não há democracia na Venezuela e a prisão do prefeito demonstra mais uma vez a posição antidemocrática do governo, contra qual devem ser aplicadas as sanções. Isso eu considero uma segunda etapa do programa elaborado pelos Estados Unidos contra a Venezuela”, concluiu Mikhail Belyat.

    Tags:
    revolução colorida, Mikhail Belyat, Antonio Ledezma, Nicolás Maduro, Venezuela, América Latina, EUA
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