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    Mortes e suicídio, agosto é mês trágico para presidentes

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    Suicídio, mortes e acidentes. Você pode não ser uma pessoa mística, mas a História mostra que agosto é um mês intenso para a política nacional.

    Nesta terça-feira (22), completam-se 41 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em um acidente de carro na rodovia Presidente Dutra, perto da cidade de Resende, no Rio de Janeiro. A morte do responsável por transferir a capital nacional do Rio de Janeiro para Brasília, entretanto, não é única fatalidade registrada em agosto.

    O mês também ficou marcado pelo suicídio de Getúlio Vargas. Com um tiro no peito, o "pai dos pobres" tirou a própria vida em 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete, Rio de Janeiro. Presidente em diferentes ocasiões, como ditador e eleito democraticamente, Getúlio é um dos mais importantes mandatários nacionais. Seu suicídio causou comoção pública.

    Em 25 de agosto de 1961, o então presidente Jânio Quadros renunciou à Presidência. Acuado pela oposição e com dificuldades para lidar com o Congresso, Jânio renunciou e o governo ficou com o vice João Goulart, visto com desconfiança pelas classes política, econômica e militar. A renúncia criou um turbilhão político que resultaria no golpe militar de 1964.

    O mês de agosto não deixou de atingir os militares que tomaram o poder. O ditador Artur da Costa e Silva sofreu um derrame cerebral em 31 de agosto de 1969.

    Mais recentemente, agosto voltou a "atacar". O então candidato presidencial Eduardo Campos faleceu quando seu avião sofreu um acidente em Santos, no litoral paulista, em 13 de agosto de 2014. Dilma Rousseff também foi afastada definitivamente do cargo de presidente em 31 de agosto de 2016, após decisão do Senado Federal.

    O historiador e professor Milton Teixeira acredita que a grande ocorrência de incidentes políticos graves em agosto é apenas uma coincidência e complementa: "Eu considero que hoje nossos políticos estão nos dando desgosto os 12 meses do ano".

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