17:55 19 Julho 2019
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    Líderes dos BRICS em trajes indianos

    Opinião: 'Países BRICS precisam interagir com mais intensidade'

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    VIII Cúpula do BRICS (15)
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    "A VIII Reunião de Cúpula dos BRICS, realizada em Goa, na Índia, no último fim de semana, mostrou a necessidade de maior relacionamento entre seus cinco membros", afirma o economista Mauro Rochlin, professor dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro.

    Falando à Sputnik, Mauro Rochlin enumera os aspectos em que o relacionamento do quinteto pode avançar:

    "Primeiramente, o aspecto financeiro, e particularmente o que diz respeito ao Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco do BRICS. Os projetos de crédito e financiamento deste Banco são muito sérios, porém verifico que os planos de concretização dos objetivos se estendem por oito anos, o que considero nada animador. Em segundo lugar, entendo ser necessário implementar o relacionamento comercial entre os cinco países. Neste sentido, o acordo conjunto entre Brasil e Índia para a produção de fármacos anunciado na segunda-feira, 17, é muito bem-vindo."

    O acordo mencionado por Mauro Rochlin se refere à produção conjunta de medicamentos para o tratamento da tuberculose, da Hepatite-C e contra o vírus HIV, transmissor da AIDS.

    Ainda sobre o relacionamento do Brasil com o país anfitrião da Cúpula dos BRICS, o Professor Rochlin salienta:

    "A economia da Índia tem crescido substancialmente nos últimos dez anos, e o país pode se tornar um importante parceiro comercial para o Brasil. Por isso, considero muito importante este acordo para produção de fármacos."

    O especialista da Fundação Getúlio Vargas diz ainda que, "dentro do Grupo BRICS, é preciso ressaltar o maior relacionamento com a Rússia no que diz respeito à crescente exportação de carne brasileira para aquele país".

    Outro aspecto de grande relevância na reunião dos cinco países, na avaliação de Mauro Rochlin, foi a notícia da criação de uma agência de classificação de riscos, própria dos BRICS:

    "É uma iniciativa de enorme importância, pois auxiliará o Novo Banco de Desenvolvimento na análise da concessão de créditos para outros países que não os integrantes do bloco."

    O Professor Rochlin também menciona, no setor financeiro do BRICS, a necessidade de estabelecer padrões para o funcionamento do Acordo Contingente de Reservas, visto por economistas e políticos como alternativa global ao FMI – Fundo Monetário Internacional. Para o especialista, o Acordo será mais um importante braço operacional do Banco do BRICS. Somados, o Novo Banco de Desenvolvimento e o Acordo Contingente de Reservas têm capital de US$ 200 bilhões, US$ 100 bilhões cada um.

    Tema:
    VIII Cúpula do BRICS (15)

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    Tags:
    relações comerciais, relações econômicas, economia, Acordo de Contingente de Reserva, Novo Banco de Desenvolvimento, BRICS, Mauro Rochlin, Michel Temer, África do Sul, Índia, China, Rússia, Brasil
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