15:33 18 Outubro 2019
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    Ato dos Movimentos Sociais em Defesa da Democracia, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo
    Paulo Pinto/ Agência PT

    MST e CUT preparam manifestações pela democracia e contra o impeachment em 1º de maio

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    O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão preparando grandes manifestações em diversos estados para o dia 1º de Maio em defesa da democracia no Brasil e contra a tentativa de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

    Do lado do MST, cerca de 6 mil manifestantes estão percorrendo os Estados de Minas Gerais, Paraíba, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Alagoas, além de realizar mobilizações na Bahia. Em Alagoas, onde a marcha deve chegar nesta quinta-feira, 28, a expectativa do MST é de reunir quase 5 mil sem terra nos comícios em celebração ao Dia do Trabalhador. Para saber dos detalhes dessas manifestações, a Sputnik ouviu a cooordenadora nacional do MST em Alagoas, Débora Nunes, que revela os planos do movimento:

    "Assim como em outros estados do Brasil, neste 17 de abril, mês que marca o Dia Internacional de Luta pela Terra, também estamos em marcha em Alagoas, não só o MST, mas todos os movimentos de luta pela terra. Saimos na última segunda-feira, dia 25, de União dos Palmares com destino a Maceió. São 80 quilômetros, 1.500 trabalhadores sem terra marchando por todas as cidades que estão nesse percurso. Já paramos em Branquinha, Murici e hoje (quinta-feira) chegamos em Messias. É a marcha da reforma agrária, da democracia e contra o golpe. A principal tarefa que a marcha vem cumprindo nesses municípios é dialogar acerca do Massacre do Eldorado de Carajás, que faz 20 anos de impunidade no campo, da necessidade da reforma agrária e, em especial, debatendo com a sociedade em geral o momento político que nosso país vive, em que a democracia brasileira é ameaçada, onde as liberdades democráticas são constantemente ameaçadas, assim como tudo aquilo que foi conquistado no último período pela classe trabalhadora. Lamentavelmente a informação que chega à população é a da grande mídia, golpista, distorcida. A marcha tem cumprido esse papel", diz a representante do MST no estado.

    Débora conta que nas cidades onde os manifestantes pernoitam são exibidos o Cinema da Terra, documentários, vídeos e políticas culturais para que a sociedade possa ir se aproximando e compreendendo o momento atual.

    "Esse é um momento histórico em que presiamos estar perto do povo, principalmente aquele que é beneficiado pelos programas sociais, pelas coqnuistas da classe trabalhadora e que ainda não tem a clareza das ameaças que estamos passando no país com a possibilidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Chegaremos em Maceió amanhã (dia 28). Na Universidade Federal de Alagoas, realizaremos um grande ato político cultural com a Frente Brasil Popular e diversas organizações para reafirmar a necessidade da reforma agrária, da democracia e nossa luta contra o golpe. Ficaremos em Maceió até o próximo dia 3. No domingo, 1º de maio, conjuntamente com toda a classe trabalhadora do campo e da cidade, que traz este ano a centralidade da defesa da democracia, estaremos reunidos. Saimos com cerca de 1.500, mas chegaremos a Maceio com cerca de 5 mil sem terra e iremos nos somar aos outros trabahadores em um grande ato de denúncia e resistência."

    Em Goiás, a mobilização não é menor. Segundo o presidente da entidade no estado, Mauro Rubem. o Brasil atravessa um momento muito sério que traz grande risco de retrocesso que não se limita apenas à possibilidade de afastamento da presidente Dilma Rousseff, como perdas de direitos adquiridos nos últimos anos para todos os trabalhadores e à sociedade em geral.

    "Nós aqui da CUT Goiás estamos nos mobilizando intensamente para o 1º de Maio em função do retrocesso desse golpe que está se configurando no Brasil diante da perda dos trabalhadores, da perda de direitos e também da de nossa riquezas. Nesse momento temos que jogar pesado para evitar que esse golpe se consolide e, sobretudo, nos armarmos para poder enfrentar essa aliança mediática e de políticos atrasados. Aqui em Goiás estamos bem sintonizados com as ações do MST e de outros movimentos do campo. O MST tem muita clareza em diversas lutas, como a da saúde, da educação na defesa de uma sociedade justa. As marchas em Goiás estão centradas em fazer um diálogo maior com os movimentos sociais e nós da CUT estamos apoiando as ações que o MST está promovendo."

    Tags:
    impeachment, MST, Brasil
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