07:30 26 Julho 2017
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    Sevastopol e Vladivostok, os dois navios da classe Mistral encomendados pela Rússia

    Contrato dos navios Mistral continua suspenso apesar dos resultados em Minsk

    © AFP 2017/ EAN-SEBASTIEN EVRARD
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    O chanceler francês Laurent Fabius disse nesta quinta-feira, 12, que a entrega dos porta-helicópteros da classe Mistral à Rússia continua suspensa, apesar do sucesso das negociações realizadas ontem e hoje em Minsk sobre a crise ucraniana.

    "Como nós podemos, nas atuais condições, cumprir um contrato fechado há vários anos? Nesse momento, o contrato continua suspenso", disse Fabius em declaração à TV francesa iTele, acrescentando que, por outro lado, também não vê sentido na possibilidade de impor novas sanções contra a Rússia. 

    Em junho de 2011, a empresa russa Rosoboronexport e a francesa DCNS assinaram um acordo de 1,2 bilhão de euros para o fornecimento de dois porta-helicópteros da classe Mistral à Rússia. O primeiro deles, o Vladivostok, deveria ter sido entregue a Moscou em meados de novembro, mas, acusando a Rússia de contribuir para o desenvolvimento da crise na vizinha Ucrânia, as autoridades francesas decidiram suspender a negociação por tempo indeterminado. 

    No início deste mês, em entrevista à agência Interfax, o presidente do Comitê de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo), Vladimir Komoyedov, disse que a Rússia não deveria esperar mais a entrega dos navios encomendados à França, e sim exigir a devolução do dinheiro gasto e uma indenização pelo descumprimento do acordo.  

    Tags:
    sanções, Mistral, Rosoboronexport, França, Ucrânia, Rússia
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