Ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso

'Quem ganhar as eleições tem que respeitar as regras do jogo', diz ministro do STF

Carlos Humberto/ SCO/ STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou nesta terça-feira (23) que o país não vai aceitar um regime autoritário e democrático.

"Quem ganha tem o direito de governar, mas tem também o dever de respeitar as regras do jogo e os direitos de todos”, declarou Barroso ao participar do 4º Fórum de Saúde Suplementar, no Rio de Janeiro. 

De acordo com ele, há espaço no Brasil para todos os tipos de projetos para o país, mas não tem lugar para desonestidade e autoritarismo. “Sejam eles liberais, progressistas ou conservadores e que só não tem lugar para projetos desonestos e autoritários”, afirmou.

O ministro do STF comentou também que os sistemas políticas extraem o melhor e pior das pessoas, sem deixar de fazer críticas ao atual sistema política brasileiro. 

"Todas as pessoas têm dentro de si o bem e o mal, isto é inerente à condição humana. E o processo civilizatório consiste em reprimir o mal e potencializar o bem”, disse.

“O nosso sistema [político] é caro demais, pouco representativo e essa é uma agenda inacabada no Brasil. Precisamos de uma reforma política capaz de baratear os custos das eleições no país, aumentar a representatividade dos parlamentares e facilitar a governabilidade”, acrescentou.

O STF ficou no centro dos holofotes nesta semana, após a divulgação de um vídeo do deputado federal Eduardo Bolsonaro, em uma palestra há quatro meses, em que dizia que seria preciso "um cabo e um soldado" para fechar o Supremo, em caso de embate com o Executivo. O ministro Celso de Mello classificou de "inconsequente e golpista" a manifestação.

Nesta terça-feira, em carta enviada a Celso de Mello, o presidenciável Jair Bolsonaro tentou minimizar a declaração de seu filho, afirmando que tem "apreço" pelo magistrado e que a Corte é guardiã da Constituição e, por isso, merece o prestígio de todos.

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Tags:
democracia, eleições, Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Luís Roberto Barroso, Brasil
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