Logotipo do WhatsApp no monitor do smartphone e computador, 25 de março de 2017

No 1º dia sem campanha televisiva, candidatos focam na internet

© Sputnik / Natalia Seliverstova
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Às vésperas de mais uma eleição polarizada e tensa no Brasil, os candidatos agora dependem das redes sociais. A quinta-feira (4) foi o último dia de horário eleitoral gratuito e foi marcada por um debate com falas contra a Ditadura e ataques ao líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, que não esteve no debate mas teve entrevista veiculada na TV Record.

A internet tem sido considerada por analistas um marco nessas eleições, repetindo fenômenos eleitorais dos últimos anos em grandes democracias. A ênfase, no entanto, tem sido dada à velocidade com que notícias falsas são espalhadas através de aplicativos de mensagens que podem ser filtrados, como é o caso do WhatsApp.

O aplicativo chegou a criar novas configurações para evitar disseminação de propaganda falsa, como criar um marcador que avisa o usuário que a mensagem foi encaminhada e também limitar o número de compartilhamentos simultâneos de uma mesma mensagem.

Entre mensagens falsas que foram flagradas surgem falsas checagens das imagens do protesto de meulheres contra Bolsonaro no sábado (29), imagens que mostram mamadeiras com bicos em formato de pênis supostamente distribuídas pelo PT a crianças, além de imagens com helicópteros e jatinhos do proprietário da Loja Havan, Luciano Hang, com pinturas e letreiros em apoio a Jair Bolsonaro.

Segundo o Datafolha, os eleitores que mais utilizam essas redes de trocas de mensagem para o compartilhamento de mensagens de campanha são os de Jair Bolsonaro (PSL), a uma taxa quase duas vezes maior que os eleitores de Haddad, por exemplo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a interferir contra notícias falsas disseminadas contra Fernando Haddad (PT) no Facebook. Porém, o grupo formado pelo TSE para combater esse tipo de notícia não colocou suas ações em prática.

Apesar disso, os debates e entrevistas têm gerado audiência para as televisões e se refletem no conteúdo discutido nas redes. Na quinta-feira (4), os candidatos à Presidência participaram do último debate televisionado, na Rede Globo. Estiveram presentes os principais candidatos nesta reta final de eleições: Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Heinrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Patriota) e Guilherme Boulos (PSOL).

A falta de Jair Bolsonaro (PSL), líder isolado nas pesquisas de intenção de voto, se justificou através de uma recomendação médica que o proibiu de participar do debate. Isso decorre de sua recuperação após sofrer uma facada no dia 6 de setembro durante ato de campanha em Juiz Fora-MG.

Apesar da restrição ao debate, Bolsonaro usou a semana final da campanha para dar entrevistas na televisão e fazer transmissões ao vivo na internet.
Durante o debate da Rede Globo, por exemplo, o candidato do PSL teve uma entrevista transmitida pela concorrente, a TV Record.

O impacto na audiência foi grande. A presença de Bolsonaro dobrou a audiência da Record naquele horário e garantiu a vice-liderança entre as transmissões. A líder foi a Globo, com uma larga margem, enquanto transmitia o debate.

Já nas redes sociais, enquanto era exibida a entrevista de Bolsonaro foi citada dezenas de milhares de vezes. Apesar disso, foi o debate da Globo que mais gerou repercussão. Enquanto o embate corria, Ciro Gomes e Bolsonaro foram os mais citados, além de um discurso de Guilherme Boulos sobre democracia e ditadura.

O que fizeram os 4 principais candidatos no Twitter

Nesta sexta-feira (5), Jair Bolsonaro usou as redes sociais algumas vezes. Na mais compartilhada, ele chama os eleitores para a "mudança".

​Fernando Haddad também se manifestou, falando sobre Fake News e atacando diretamente o candidato do PSL.

​Já Ciro Gomes, que tem se chamado sua militância para tentar ir ao segundo turno contra Bolsonaro, divulgou uma caminha na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

​Geraldo Alckmin manteve o tom de ataque aos dois candidatos líderes das pesquisas de intenção de voto.

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Tags:
campanha eleitoral, fake news, eleições 2018, WhatsApp, Twitter, TV Record, Rede Globo, TSE, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, Álvaro Dias, Luciano Hang, Guilherme Boulos, Marina Silva, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro, Brasil
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