11:37 20 Agosto 2018
Ouvir Rádio
    Vasily Nebenzya, embaixador russo nas Nações Unidas

    Caso Skripal: Rússia pede provas ao Reino Unido

    © Sputnik / Grigory Sysoev
    Mundo
    URL curta
    Envenenamento de ex-espião russo (100)
    7120

    Em encontro emergencial no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador da Rússia, Vasily Nebenzya, disse que são inaceitáveis as acusações britânicas contra Moscou no caso do ex-agente duplo russo envenenado na Inglaterra. O representante russo no órgão pediu que Londres apresente provas concretas que fundamentem tais alegações.

    "A Federação da Rússia acha completamente inaceitável lançar acusações injustificadas como as contidas na carta de Theresa May [primeira-ministra do Reino Unido] datada de 13 de março ao secretário-geral das Nações Unidas", disse Nebenzya. "Nós pedimos que uma prova material seja fornecida, do traço russo supostamente encontrado nesse evento de alta ressonância. Sem isso, afirmar que há verdade irrefutável não é algo que podemos levar em consideração". 

    Segundo o embaixador, a substância utilizada para envenenar o ex-espião Sergei Skripal, hospitalizado após ter sido encontrado inconsciente junto com a sua filha em um shopping da cidade inglesa de Salisbury, poderia muito bem ter vindo do próprio Reino Unido. 

    "Nós não temos nada a temer, nada para esconder", declarou, pedindo que a ONU liberasse o conteúdo do encontro desta quarta-feira para o público. 

    Tema:
    Envenenamento de ex-espião russo (100)

    Mais:

    Trump expressa apoio ao Reino Unido em 'guerra' contra a Rússia
    Premiê britânica responsabiliza a Rússia por envenenamento de ex-espião russo e da filha
    'Londres é responsável por atentado contra ex-espião', diz presidente do parlamento russo
    Envenenamento de espião russo 'provocará uma resposta', diz secretário de Estado dos EUA
    Tags:
    Nações Unidas, ONU, Vasily Nebenzya, Sergei Skripal, Theresa May, Londres, Salisbury, Moscou, Rússia, Reino Unido, Inglaterra
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik