02:56 20 Fevereiro 2018
Ouvir Rádio
    A bandeira da China

    China convida América Latina e Caribe para Nova Rota da Seda

    © AP Photo/ Mark Schiefelbein
    Mundo
    URL curta
    15261

    Pequim convidou a América Latina e o Caribe para fazer parte de seu bloco econômico, a iniciativa chamada de "Nova Rota da Seda". A oferta foi feita nesta segunda-feira (22) pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

    Com a retração da influência global dos Estados Unidos com a presidência de Donald Trump, Pequim busca ocupar os espaços deixados por Washington.

    "A China sempre estará comprometida com o caminho do desenvolvimento pacífico e com a estratégia de ganha-ganha de abertura e está pronta para compartilhar dividendos de desenvolvimento com todos os países", disse Wang em reunião com os 33 países da CELAC.

    Criado em 2011 na Venezuela, a CELAC não inclui os Estados Unidos e o Canadá.

    O bloco latino e a China assinaram uma espécie de acordo de princípios que rejeita o "unilateralismo" e fala sobre a importância de combater a mudança climática.

    A Nova Rota da Seda foi proposta pelo presidente chinês Xi Jinping em 2013 e busca fortalecer os laços econômicos entre Ásia, África e Europa com investimento de bilhões de dólares em infraestrutura.

    O chanceler chinês discursou sobre a importância de melhorar a conectividade entra mar e terra e citou a necessidade de construir conjuntamente "logística, eletricidade e percursos de informação".

    O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, que já criticou publicamente Trump, afirmou que o acordo marcou uma nova era "histórica" ​​de diálogo entre a região e a China.

    "A China disse algo que é muito importante, que quer ser nosso parceiro confiável na América Latina e no Caribe e valorizamos isso", afirmou Muñoz. "Este encontro representa um repúdio categórico ao protecionismo e ao unilateralismo".

    Pequim tenta seduzir a América Latina com um investimento de US$ 250 bilhões em infraestrutura na próxima década. Além disso, a China já é o principal parceiro comercial de Brasil, Argentina e Chile.

    O chanceler chinês, entretanto, nega que esteja em curso uma competição por influência.

    "Não tem nada a ver com concorrência geopolítica. Segue o princípio de alcançar o crescimento compartilhado através da discussão e colaboração", disse Wang.

    Pequim busca ampliar seu leque comercial com a região e deixar de apenas comprar matérias primas para também movimentar setores como o comércio digital e o comércio de veículos.

    "Nossas relações com a China são amplas. Isto [reunão entre CELAC e China] é mais uma ferramenta para o Brasil trabalhar com a China. Juntos, identificamos novas áreas de cooperação", afirmou o vice-chanceler do Brasil, Marcos Galvão.

    Mais:

    Para que China quer base militar no Afeganistão?
    China acusa navio estadunidense de violar sua soberania ao entrar no mar territorial
    China teria executado pelo menos 20 espiões americanos graças a um agente duplo na CIA
    'Arma de paz': Índia testa míssil balístico intercontinental temido pela China
    É assim que China planeja eliminar lixo espacial
    Fotos de satélite mostram que China concentra tropas perto de área disputada com Índia
    China constrói maior purificador de ar do mundo (FOTO)
    Tags:
    CELAC, Heraldo Muñoz, Xi Jinping, Wang Yi, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik