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    Dezenas de milhares de pessoas se reuniram este domingo (6) no complexo comemorativo na cidade japonesa de Hiroshima para recordar o doloroso episódio da Segunda Guerra Mundial ocorrido nesta cidade. Há 72 anos, aviões dos EUA lançaram uma bomba atômica sobre a primeira das duas cidades, destinadas a serem apagadas do mapa.

    O interesse excepcional pelo tema histórico está relacionado com as recentes ameaças por parte da Coreia do Norte de responder com bombas e mísseis atômicos a quaisquer ações dos países que criticam seu programa armamentista, escreve o RT.

    Segundo o canal, em Tóquio calcularam que as armas já existentes na Coreia do Norte são capazes de atingir o arquipélago japonês com uma carga mortífera (ou várias). O Pentágono, por sua vez, afirma que Pyongyang precisa apenas entre 6 e 18 meses para preparar uma bomba de hidrogênio, com uma potência destrutiva muito superior às bombas Little Boy y Fat Man que foram lançados contra Hiroshima e Nagasaki.

    Fontes norte-coreanas declararam no ano passado que Pyongyang já estava pronta para destruir Manhattan com uma bomba nuclear, que seria "muito mais potente do que a desenvolvida pela União Soviética".

    Bombardeamento "desnecessário" de 1945 e "maníacos egoístas" de hoje

    "Basta um só maníaco egoísta para apertar o gatilho nuclear", afirma o analista e militar aposentado bengali Shahedul Anam Khan, citando a tragédia de 6 de agosto de 1945 como exemplo, escreve o RT."E há vários com as mãos postas sobre o botão vermelho", opina o militar em um artigo, publicado pelo The Daily Star.

    Nestas condições lhe parece um milagre que o mundo tenha evitado até agora uma guerra nuclear, "mas a escalada da ameaça, diz, permanece devido às atividades de alguns países".

    O analista cita a opinião do ex-presidente e general do exército dos EUA Dwight Eisenhower, que considerou "completamente desnecessário" o bombardeamento atômico do território japonês em 1945.

    Da mesma maneira, o almirante William Leahy, chefe do Estado-Maior General durante o mandato de Harry Truman, afirmou que, na sua opinião, o "uso da arma bárbara" em Hiroshima e Nagasaki não deu nenhuma ajuda à guerra dos EUA contra o Japão, visto que os japoneses já estavam derrotados e prontos para se render. Sendo os EUA o primeiro país a praticar o extermínio em massa, adotou um "padrão ético semelhante ao dos bárbaros da Idade Média".

    Este ano, o prefeito de Hiroshima, em sua mensagem de paz anual, citada pelo diário Asahi Shimbun, fez referência pela primeira vez ao Tratado de Proibição Geral de Armas Nucleares, aprovado por maioria e adotado na Assembleia Geral da ONU em 7 de julho deste ano. De referir que, até agora, nenhuma potência nuclear aderiu a este documento.

    Em seu discurso, o prefeito da cidade japonesa insistiu que todos os países "devem envidar esforços para alcançar um mundo livre de armas nucleares".

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    Tags:
    Japão, EUA, Coreia do Norte, Nagasaki, Hiroshima, ONU, ataque a bomba, guerra nuclear, bomba de hidrogênio
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