11:07 28 Julho 2021
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    Analistas políticos entrevistados pela Sputnik acreditam que a cúpula do G7 foi usada para aumentar a pressão sobre Pequim.

    Segundo os especialistas, foi muito mais fácil incluir as teses antichinesas na declaração final do G7 do que encontrar consenso nas questões do comércio e do clima. Nesta declaração, os líderes expressaram preocupação pela situação nos mares do Sul da China e da China Oriental e apelaram à desmilitarização destas áreas.

    Pequim se declarou insatisfeito com a posição do G7 e apelou aos países que esclareçam a situação em torno das áreas disputadas e não tomem o lado de ninguém.

    A cúpula do G7, realizada na Itália, foi considerada uma das mais difícil devido às divergências nos assuntos de comércio global e acordos climáticos.

    "Como eles precisavam de uma resolução que pudesse ser apoiada por todos os participantes, tinham de encontrar um tema que pudesse unir o G7. Nesta situação aparece, sem quaisquer discussões, a China. O crescimento da China preocupa. Nas previsões econômicas ela está em primeiro lugar para o ano de 2050, depois vem a Índia, os EUA estão no terceiro lugar. A Europa Ocidental sai da primeira dezena. Esta tendência não pode ser parada, o mundo está se desenvolvendo nesta direção. Os EUA e Europa estão tentando criar obstáculos na medida do possível. O G7 se tornou esta medida. A tese anti-China uniu de modo muito fácil os participantes da cúpula", comentou à Sputnik China Mikhail Belyaev, analista político.

    A França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Canadá estão muito longe da área do mar do Sul da China do mar da China Oriental em termos geográficos. As disputas sobre esses territórios não os preocupam. Fica bem claro que os EUA e Japão são os mais interessados, destaca o especialista do Instituto de Estudos do Extremo Oriente, Aleksandr Lomanov.

    "Não se pode negar o fato que durante o último ano a situação em torno da China mudou significativamente. Os EUA e o Ocidente estão irritados com a Rota da Seda marítima que Pequim pretende traçar através do mar do Sul da China e do oceano Índico. Os líderes do G7 têm muita determinação de parar China nesse caminho, daí surge essa preocupação pelas ações da China no mar do Sul da China", explicou o especialista.

    No entanto, Vladimir Evseev, analista militar, acredita que a pressão sobre a China apenas é do interesse dos EUA.

    "Por um lado, eles [EUA] organizam uma visita bastante bem-sucedida de Xi Jinping, por outro, realizam uma política de pressão sobre os pontos mais fracos da China. E eles vão continuar essa política. Seria muito mais razoável se a China reforçasse sua interação com a Rússia, porque está muito claro que o rival global dos EUA no mundo é a China e não a Rússia", resumiu Evseev.

    Em resposta às preocupações do G7, Pequim segue com sua posição clara e coerente. A parte chinesa está sempre pronta para continuar esclarecendo sua posição por meio das negociações e consultas destinadas à proteção conjunta da paz e estabilidade nas águas mencionadas.

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    Tags:
    acordo climático, negociações, G7, Xi Jinping, Donald Trump, Índia, Mar do Sul da China, Europa, Japão, China, EUA
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