08:55 17 Julho 2018
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    Caça da Força Aeroespacial russa Su-30SM decola da base aérea de Hmeymim, Síria, junho de 2016

    'Força Aérea russa tem usado mecanismos e equipamentos excelentes na Síria'

    © Sputnik / Ramil Sitdikov
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    Yunus-Bek Evkurov, presidente da República da Inguchétia, uma das divisões administrativas federais da Rússia, avaliou a operação da Força Aeroespacial russa na Síria como um sucesso, destacando que ela mostrou sua sustentabilidade e a capacidade da Rússia para fazer face a qualquer agressor e interagir com militares de outros países.

    Ofensiva da Turquia na Síria
    © REUTERS / Assessoria de Imprensa das Forças Revolucionárias da Síria
    "É um sucesso da nossa Força Aeroespacial. Hoje em dia, podemos dizer que nossa Força Aeroespacial se assumiu como ramo independente das forças armadas e é capaz de não só concorrer, inclusive fazer face a qualquer agressor, mas também de interagir com colegas de qualquer país. Nossa Armada mostrou que ser capaz de realizar viagens prolongadas de forma autônoma, ao mesmo tempo podendo, quando é preciso, efetuar ataques contra qualquer ponto do planeta a partir de qualquer mar, inclusive de mares interiores", afirmou Evkurov à Sputnik, falando do papel da Força Aeroespacial russa na Síria.

    O conflito armado se arrasta na Síria desde março de 2011. As tropas governamentais estão em confrontação com militantes de vários agrupamentos armados. A partir de 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia começou efetuando ataques aéreos contra objetos de terroristas em território sírio.

    "Se antes nós observávamos como os americanos o faziam, para todo o mundo isto era normal, mas quanto nós começamos fazendo o mesmo, os americanos não gostaram disso por alguma razão. Eles consideraram que era cruel demais", adiantou.

    O líder da Inguchétia frisou que na Síria os militares russos usaram mecanismos e equipamentos excelentes de diversos tipos, inclusive com baseamento aéreo, terrestre e marítimo.

    Ao mesmo tempo, Evkurov ressaltou, em uma de suas entrevistas concedidas, que ainda antes do início da operação russa na Síria ele tinha realçado que a Rússia tem o direito de prestar apoio militar ao governo sírio.

    Segundo disse o presidente da República da Inguchétia, o importante é que os chefes do Ministério da Defesa e do Estado-Maior General russos "conseguiram mostrar para todo o mundo e, em primeiro lugar, para o nosso povo que as Forças Armadas do país são capazes de conduzir ações militares de larga escala, guerras localizadas, bem como participar tanto de situações como a da Síria, usando para isso forças tão excelentes como a Força Aeroespacial, como [em operações] de menor escala. E apesar de tudo, [conseguir] realizar operações no terreno, coordena-las, ajudar, prestar apoio ao exército sírio que já tinha perdido a esperança, lhe dar um novo fôlego, levanta-lo e alcançar tais sucessos nessa direção".

    Respondendo à pergunta se a Inguchétia pode partilhar sua experiência de adaptação dos ex-combatentes com a Síria, Evkurov observou:

    "Acho que eles [os sírios] também vão precisar disso. Em qualquer caso, a adaptação é necessária para pessoas que não viram nada senão a guerra durante um, dois ou três anos. É preciso adapta-las no plano psicológico, social, através de outros métodos. Isto, como se sabe, é uma pratica internacional."

    "E eu acredito que para eles [os sírios] vale também incorporar, ou pelo menos estudar, nossa experiência", resumiu.

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    Tags:
    operação aérea, militantes, terrorismo, Daesh, Força Aeroespacial da Rússia, Síria, Rússia
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