04:45 31 Março 2020
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    O especialista russo em tecnologias, Aleksei Gubarev, foi pego de surpresa ao receber a notícia sobre ele ter sido mencionado no dossiê infundado com dados comprometedores sobre Trump, que a Rússia alegadamente possuiria. Ninguém o contatou para verificar a informação, disse ele à Sputnik, acrescentando que resolverá isso na justiça.

    "Temos uma grande empresa de alta tecnologia. Possuímos milhares de servidores em todo o mundo. Eu tenho centros de dados em oito países e escritórios em nove países, inclusive nos EUA. Imaginem como me senti quando descobri", revelou Gubarev em entrevista à Sputnik Internacional.

    O dossiê acusou a empresa XBT Holding — sediada em Dallas e dirigida por Gubarev — por utilização de botnets (uma coleção de agentes de software ou bots que executam autonomamente e automaticamente) e tráfego pornográfico para efetuar ciberataques contra o Partido Democrata durante as presidenciais de 2016.

    Segundo o documento, Gubarev (no dossiê é referido como Gubarov) e outro especialista em hacking teriam sido pressionados pelo Serviço Federal de Segurança russo (FSB), encarregado de assuntos secretos, para colhimento de informações.

    Entretanto, o especialista refutou tais acusações, reforçando que são completamente falsas.

    "Ninguém entrou em contato com a gente antes. Nem a inteligência nem os jornalistas entraram em contato conosco para verificar a informação", afirmou. Funcionários dos serviços secretos nunca apareceram, nem mesmo após a publicação do relatório. "Apenas jornalistas estão ligando para mim."

    Gubarev trabalhado na área de informática e telecomunicações nos últimos 11 anos. Sua empresa presta serviços de hospedagem de site e soluções de rede de computadores em todo o mundo. A XBT Holding conta com centros de dados nos EUA, Países Baixos, Luxemburgo, Singapura, Índia, Hong Kong e Rússia.

    "Estava planejando abrir um centro de dados em Londres, mas agora não posso", lamentou. Após os boatos, a empresa perdeu contatos de negócio que estavam facilitando a abertura de uma sede no Reino Unido. "Que impacto negativo para minha carreira", expressou.

    O perito adiantou que ele "gostaria muito de descobrir por que seu nome aparece no relatório. É por isso que vou ao Tribunal… Estou trabalhando no caso jurídico contra essa história. Vamos apresentar uma demanda em Londres".

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    Tags:
    inteligência, relatório, dossiê, hackers russos, Serviço Federal de Segurança (FSB), Donald Trump, Rússia, EUA
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