21:35 19 Agosto 2017
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    Donald Trump na mídia chinesa (Foto de arquivo, 10 de novembro de 2016)

    Pequim lança 'sinal claro' aos EUA: apenas 'uma só China'

    © AP Photo/ Andy Wong
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    Com a aproximação da cerimônia da posse de Trump, a China reitera a importância de respeitar os interesses fundamentais nas relações bilaterais, disse recentemente o chanceler chinês Wang Yi.

    Na entrevista à Sputnik China o especialista em política asiática Andrei Korneev expressou a sua posição relativamente às relações bilaterais sino-americanas.

    O especialista acredita que a vitória de Donald Trump causou uma séria preocupação do lado chinês com a possível mudança na política externa norte-americana. Há analistas que preveem mesmo conflitos bilaterais que podem levar a ações militares.

    As preocupações chinesas aumentaram ainda mais após a conversa telefônica entre o presidente eleito Trump e a presidente de Taiwan Tsai Ing-wen que teve lugar em 2 de dezembro, rompendo a política de "uma só China" introduzida nas relações bilaterais entre a China e os EUA em 1979.

    "O que é importante é que, não obstante as declarações controversas feitas por Trump e por sua equipe de transição, a China ainda espera que no final a razão prevaleça e as relações sino-americanas avancem de modo construtivo", disse Korneev.

    Em uma entrevista ao jornal chinês Diário do Povo, Wang Yi destacou especialmente esperar que o lado americano continue respeitando os "interesses fundamentais" da China, o que, segundo o político chinês, é a chave para uma cooperação bilateral estável que ninguém pode simplesmente parar.

    "Muitos especialistas veem isso [a declaração de Yi] como um sinal claro à nova administração americana que quaisquer tentativas de reconsiderar a política duradoura dos EUA relativamente à China poderão levar à desestabilização completa das relações entre os dois países", sublinhou o especialista russo.

    O bilionário republicano Donald Trump se tornará 45º presidente norte-americano em 20 de janeiro de 2017 na cidade de Washington.

    Tags:
    economia, política externa, Donald Trump, EUA, China
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