20:26 05 Junho 2020
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    Através de suas declarações dirigidas ao recentemente eleito presidente americano, o republicano Donald Trump, a OTAN tenta bloquear até mesmo mínimas mudanças positivas nas relações russo-americanas, acha um especialista.

    Franz Klintsevich, vice-chefe do Comitê de Segurança e Defesa do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento russo), partilhou a respectiva opinião neste domingo (13) com a agência RIA Novosti.

    Recentemente, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, se dirigiu a Trump em declarações ao jornal britânico The Guardian. Ele advertiu o bilionário, dizendo que não é o tempo apropriado para os EUA abdicarem da aliança militar.

    "De fato, ainda nada aconteceu, mas os críticos da Rússia já ‘cercaram’ o futuro presidente dos EUA por todos os lados. O secretário-geral da OTAN se juntou ao coro deles. Podemos imaginar o que nos aguarda, caso Donald Trump comece a dar passos reais para melhorar a cooperação com a Rússia," disse o especialista.

    Ao mesmo tempo, o entrevistado notou que ainda há muitas coisas que continuam pouco claras, inclusive o próprio desejo de Trump de melhorar relações e, por isso, atualmente e no futuro próximo a probabilidade de os EUA abandonarem a cooperação com a aliança militar é mínima.

    É exatamente por isso que declarações como as que Stoltenberg fez devem ser vistas como uma tentativa de bloquear as mais insignificantes mudanças positivas nas relações russo-americanas, sublinhou.

    Além disso, Klintsevich acha que existem razões para considerar que os conselheiros de Trump têm os seus próprios objetivos.

    Segundo o parlamentar russo, não se trata de uma questão de segurança, porque a OTAN já várias vezes tem mostrado que segue o princípio “quanto pior para o mundo, melhor para ela”.  

    Tags:
    OTAN, Donald Trump, EUA, Rússia
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