13:07 23 Setembro 2021
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    O Sudão do Sul disse nesta quarta-feira (10) que se opôe à proposta dos EUA de estacionar tropas estrangeiras extras no país sob o comando da ONU.

    O governo sudanês disse na semana passada que permitiria um destacamento de tropas africanas em Juba, depois de confrontos entre as forças do Presidente Salva Kiir e os combatentes leais ao seu rival, o ex-vice-presidente Riek Machar, terem matado dezenas de pessoas e levado dezenas de milhares a fugir da capital no mês passado.

    Hoje, no entanto, o ministro da Informação Michael Makuei disse que a força implantada deve ser independente, e não comandada pela ONU, alegando que os EUA nutrem aspirações imperialistas ao pressionar o governo do país a aceitar as tropas da ONU.

    "Nós não queremos que a força de proteção esteja sob a UNMISS [Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul)", disse Makuei, acusando o destacamento da ONU, que atualmente conta com 12.000 soldados, de falhar na proteção aos civis.

    A proposta dos EUA apresentada ao Conselho de Segurança da ONU sugere uma força adicional de 4.000 homens, sob o comando da UNMISS, para garantir a paz em Juba. Segundo o ministo sudanês, entretanto, a ideia de Washington é "transformar o Sudão do Sul em um protetorado".

    A proposta norte-americana também imporia um embargo de armas, se Juba se recusasse a aceitá-la.

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    Tags:
    Juba, Sudão do Sul, EUA, Michael Makuei, Riek Machar, Salva Kiir, ONU, Conselho de Segurança da ONU, UNMISS, Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, soldados, tropas, imperialismo, proposta, confrontos, paz
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