10:59 25 Agosto 2019
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    Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova

    Um secretário-geral da ONU que fale russo não é conveniente para os EUA?

    © AFP 2019 / KENA BETANCUR
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    Em setembro será conhecido o nome do sucessor de Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Pela primeira vez existe a possibilidade de o cargo ser ocupado por um representante da Europa Oriental e por uma mulher.

    A búlgara Irina Bokova é capaz de não só reforçar a posição das mulheres na política, mas sabe muito bem falar russo, escreve Le Nouvel Observateur. Por muitos anos ela liderou a UNESCO, sendo fluente em várias línguas europeias. Mas ela estudou Relações Internacionais em Moscovo e é, portanto, também fluente em russo. No entanto, sua candidatura encontra grande oposição dos Estados Unidos. Porquê? Sergei Manukov, analista político, colunista da revista Expert, explica à Sputnik as possíveis razões.

    — Irina Bokova se tornou pouco conveniente para Washington muito mais cedo, em 2011, quando ela levou a UNESCO a reconhecer a Palestina. Em seguida, Israel e os Estados Unidos pararam mesmo de pagar contribuições. <…> Devido a ter estudado em Moscou é considerada quase uma amiga do presidente da Rússia Vladimir Putin. E tudo isso se torna suficiente para que os americanos e seus apoiantes tradicionais britânicos se oponham à sua eleição.

    Entre os 12 candidatos há muitas pessoas dignas. Mas será que o Ocidente está pronto para confiar a direção da ONU à Europa Oriental? Georgi Poltoraia, perito da Academia das Ciências russa, expõe a sua opinião à Sputnik:

    — Não acredito que o cargo de secretário-geral da ONU possa agora ser assumido por um representante da Europa Oriental, porque as Nações Unidas têm sido um campo de batalha para o Ocidente há muito tempo. Portanto, eles precisam de um árbitro que se incline mais para aqueles que têm influência nas eleições.

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    Tags:
    eleição, UNESCO, ONU, Irina Bokova, Ban Ki-moon, Grã-Bretanha, Palestina, Bulgária, Israel, EUA
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