13:54 18 Junho 2018
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    Presidente do NBD, Kundapur Vaman Kamath (esquerda), ministro das Finanças da China, Lou Jiwei (centro), e prefeito de Xangai, Yang Xiong, participam da cerimônia de abertura do Banco do BRICS

    Banco dos BRICS aprova financiamento para a Rússia e conclui acordo com o BNDES

    © REUTERS / Aly Song
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    Foi realizada nesta quarta-feira, em Xangai, a primeira reunião anual do Conselho Diretor do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS (NDB).

    Nesta reunião, o banco aprovou o financiamento do projeto de construção de hidrelétricas de pequeno porte na República da Carélia, na Rússia, no valor de 100 milhões de dólares. Além disso, foi celebrado um acordo-quadro com o BNDES e com o Banco Asiático de Desenvolvimento. 

    "Hoje, o conselho de diretores celebrou um acordo-quadro com duas instituições: Banco Asiático de Desenvolvimento e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", disse o vice-ministro russo. Após a celebração desse acordo, as partes poderão finalmente inciar um diálogo mais específico e começar a negociar a realização de projetos concretos, disse o vice-ministro das finanças da Rússia, Sergei Strochak, que elogiou o trabalho realizado pelo presidente do banco, o indiano Kundapur Vaman Kamath.

    "No início de toda instituição, ainda mais de uma instituição multilateral de desenvolvimento, há muito trabalho técnico, de rotina e pouco interessante a ser feito. O presidente e a sua equipe realizaram esse trabalho com sucesso e já conseguimos tomar decisões relacionados à nossa atividade, no âmbito dos projetos. Nesse sentido, a Rússia, na qualidade de acionista, está satisfeita com o trabalho realizado neste primeiro ano, desde a inauguração da instituição", disse Strochak aos jornalistas em Xangai, após a reunião anual do NDB.

    O vice-primeiro ministro da China, Zhang Gaoli, discursou durante a cerimônia de abertura do conselho de diretores garantiu que o governo da China seguirá apoiando as atividades do banco de desenvolvimento dos BRICS.

    "China concedeu muitas condições favoráveis para a instituição e o funcionamento do banco. O governo da China seguirá oferecendo apoio ao NDB, para que o banco possa operar com sucesso", disse Zhang Gaoli.

    "Os países do BRICS estão enfrentando diversos desafios e ameaças. Tenho certeza de que as dificuldades também trazem oportunidades. Devemos transformar crises em oportunidades. Estamos certos de que a tendência de fortalecimento do peso dos países do BRISCS será mantida. O nosso papel seguirá aumentando arena global", disse o chinês.

    Ainda nesta quarta, o banco aprovou financiamento para construção de pequenas hidrelétricas na República da Carélia, na Rússia. O financiamento, no valor de U$100 milhões será repassado para os parceiros do NDB: Banco de Desenvolvimento Euroasiático (BDE) e Banco Internacional de Desenvolvimento.

    O especialista russo Aleksandr Apokin, diretor do grupo de pesquisa da economia mundial do Centro de Análise Macroeconômica e de Previsões de Curto Prazo da Rússia, explicou o procedimento em entrevista para a rádio Sputnik.

    "O banco dos BRICS é um banco de desenvolvimento de escala global, e deve possuir expertise no âmbito dos projetos que financia. Por isso a parceria com os dois bancos intermediários, que possuem grande expertise nesse campo em países da CEI e da União Euroasiática."  

    Segundo o especialista, "Brasil, Índia e China já aprovaram projetos dessa escala" no âmbito do NDB, e "agora é a vez da Rússia". 

    Com sede em Xangai (China), o Banco dos BRICS é um banco de desenvolvimento multilateral, operado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição tem como meta promover a cooperação financeira e o desenvolvimento de mercados emergentes. Cada membro contribui com 20% do capital do banco, tendo direito ao mesmo poder de voto.

    Até o momento, 45 pessoas já foram contratadas para trabalhar na sede da instituição em Xangai. Até o final do ano, o quadro de funcionários da instituição deve aumentar para 100.  

    O Bando dos BRICS começou a funcionar no ano passado, em 20 de julho de 2015. Durante o último ano, o banco aprovou os seus primeiros cinco projetos na área de infraestrutura, recebeu a qualificação AAA das agências financeiras chinesas Chengxin International Credit Rating e China Lianhe Credit Rating, e lançou no mercado chinês títulos de crédito para energia renovável no valor de 4 bilhões de yuans (cerca de R$1,9 bilhões).

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    Tags:
    investimento, financiamento, finanças, Banco de Desenvolvimento do BRICS, Novo Banco de Desenvolvimento, BRICS, Sergei Strochak, Zhang Gaoli, Kundapur Vaman Kamath, África do Sul, Índia, China, Rússia, Brasil
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