00:02 16 Outubro 2021
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    Angola acaba de recusar-se a participar das negociações sobre um "programa de financiamento ampliado" do Fundo Monetário Internacional (FMI). O porta-voz da organização, Gerry Rice, anunciou a notícia se referindo às palavras do presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

    Esta informação aparece duas semanas depois do fim da missão oficial do FMI a Luanda, organizada em parte por um pedido das autoridades angolanas com o objetivo de achar uma maneira de superar a situação econômica atual.

    O responsável do FMI, Ricardo Velloso, brasileiro, expressava naquela altura o desejo de saber a decisão final do governo angolano. O pedido de assistência financeira tinha sido feito em uma época de queda do preço do barril de petróleo.

    "O presidente da República informou o FMI sobre a decisão de manter o diálogo com o fundo apenas no contexto do artigo IX (consultas) e não no contexto de discussão sobre o programa de ajuda EFF", disse Gerry Rice, citado pelo jornal O Público.

    O principal assunto da missão chefiada por Ricardo Velloso entre 1 e 14 de junho de 2016 foi a discussão sobre o programa de financiamento ampliado (EFF, na sigla em inglês). No relatório emitido pelo fundo depois do fim da visita, afirma0se o seguinte: "A economia angolana continua sendo severamente afetada pelo choque dos preços de petróleo dos dois últimos anos. O crescimento econômico se freou até 3 por cento em 2015, em função de um freio drástico no setor não petroleiro. A inflação acelerou até alcançar 29,2 por cento em maio de 2016, refletidno um kwanza enfraquecido que se desvalorizou mais de 40 por cento em comparação com o dólar estadunidense desde setembro de 2014, os preços domésticos de petróleo maiores em função da retirada dos subsídios de combustível e as condições monetárias fracas".

    O relatório sublinha também um défice das contas nacionais, apesar da proteção das reservas internacionais, que mantêm os seus níveis elevados.

    No entanto, a agência de notícias Angop informa que o FMI, também nesta quinta-feira, realizou o seu primeiro contato com a Guiné-Bissau. Na capital desse país, Bissau, Felix Fischer, chefe da missão do fundo, disse que voltará para Washington (onde fica a sede da organização) "com uma mensagem positiva e encorajadora".

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