05:55 16 Janeiro 2021
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    A China prefere investir seus recursos na Ásia, em vez de nos EUA, a fim de garantir o seu futuro económico, disse Rebecca Chan, comentarista política à emissora Sputnik.

    No sábado (25), o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, na sigla inglesa) aprovou os seus primeiros quatro empréstimos para projetos no valor total de $509 bi (R1.732 bi). Os fundos vão financiar a modernização e expansão da rede de energia no Bangladesh, um projeto de renovação urbana na Indonésia, uma estrada no Paquistão e o melhoramento das estradas no Tajiquistão.

    "Estes projetos, que abrangem a energia, o desenvolvimento urbano e o setor do transporte, ajudarão a colmatar a lacuna financeira na infraestrutura da região e a fortalecer as conexões regionais", disse o presidente do AIIB, Jin Liqun.

    No domingo (26), na primeira reunião anual do AIIB, o ministro das Finanças chinês Lou Jiwei afirmou que o banco tem uma vantagem sobre o Banco Mundial e outros bancos multilaterais de desenvolvimento, porque tem uma melhor compreensão das necessidades do mundo em desenvolvimento.

    "Os (três maiores) acionistas do AIIB são a China, a Índia e a Rússia, que são todas economias em desenvolvimento e sua experiência é crucial para ajudar outras nações em desenvolvimento", disse Chan.

    "O FMI e o Banco Mundial são sustentados pela mentalidade de consenso de Washington, e até hoje eles continuam tendo nações desenvolvidas como seus principais acionistas, ao contrário do AIIB, que tem 70 por cento dos seus acionistas de países em desenvolvimento."

    Segundo Chan, o AIIB oferece uma nova mentalidade para o desenvolvimento internacional, orientada para as necessidades dos países em desenvolvimento.

    "O lema do AIIB é ser simples, limpo e verde, e ele também vai adotar a proteção ambiental a nível mundial".

    O AIIB é apenas um dos passos que a China está tomando para garantir as suas perspectivas econômicas no futuro, diminuindo os investimentos nos EUA e se tornando a maior economia do mundo.

    "Terminaram os velhos tempos em que a China transformava os dólares americanos ganhos com as exportações em obrigações do Tesouro dos EUA".

    "Temos $3 bi (R10,21 bi) no Tesouro americano, por isso Pequim está determinado a internacionalizar o AIIB, e com as brechas aumentadas na arquitetura financeira mundial dominada pelo dólar, a iniciativa  ‘Um Cinturão, Uma Rota’, que visa traçar um novo curso de desenvolvimento no coração da Eurásia, é muito melhor para investir estas reservas".

    Tags:
    países em desenvolvimento, Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Banco Mundial, FMI, EUA, Indonésia, Tajiquistão, China
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