07:49 21 Outubro 2019
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    Friends and family members embrace outside the Orlando Police Headquarters during the investigation of a shooting at the Pulse nightclub, where people were killed by a gunman, in Orlando, Florida, U.S June 12, 2016

    Sobrevivente de Orlando fala sobre 'odor de morte no ar'

    © REUTERS / Steve Nesius
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    Massacre em boate nos EUA (25)
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    Um das vítimas do tiroteio em uma boate gay na cidade americana de Orlando, Felipe Marrero, contou que teve que simular a sua morte durante o ataque para salvar a sua vida, se tornando testemunha ocular dos acontecimentos.

    Ativistas com velas e bandeiras prestam homenagem às vítimas do massacre ocorrido em um clube gay em Orlando em 15 de junho de 2016
    © AFP 2019 / MIGUEL SCHINCARIOL
    Há uma semana, na noite do domingo (12), em um clube gay Pulse foram mortas 49 pessoas e feridas 53 durante um ataque perpetrado por Omar Marteen, liquidado pela polícia local logo após o ataque. Este foi tiroteio com o maior número de vítimas em toda a história dos EUA.

    Marrero informou, citado pela agência Associated Press, que ele se encontrava entre o criminoso e a porta e por isso não conseguiu deixar o clube. Então ele caiu ao chão simulando a sua morte e se protegendo por um sofá próximo.

    "Estive no chão pelo menos durante 30 minutos, tentando não fazer movimentos bruscos. Simplesmente estava simulando a morte," disse.

    De acordo com a testemunha ocular, perto dele estava um homem com a cabeça esmigalhada por um tiro e ao redor também entre os mortos estava um dos seus amigos. Assim passaram 30-40 minutos enquanto na sala ainda ressoavam gritos e lamentos.

    "Todo o lugar tinha um odor terrível tipo pólvora, era o odor da morte no ar," contou Marrero.

    De acordo com o sobrevivente, depois os sons de tiros dentro do clube cessaram e nas janelas apareceram luzes de carros policiais. Depois o atirador se aproximou de Marrero e atirou, atingindo as costas e a mão esquerda dele.

    "Estava todo em sangue, com a mão esmigalhada, a dor era intolerável," lembra a vítima.

    Depois disso, os policiais entraram na sala e o criminoso fugiu para outra parte do clube.

    Tema:
    Massacre em boate nos EUA (25)
    Tags:
    testemunha, sobreviventes, vítimas, Orlando, EUA
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