16:20 18 Julho 2019
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    Polícia norte-americana em cena de crime, em Orlando, Flórida, em 12 de junho de 2016 (imagem referencial)

    FBI não encontra ligação do atirador de Orlando com terroristas

    © AFP 2019 / Mandel Ngan
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    Massacre em boate nos EUA (25)
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    Funcionários da Agência Federal de Investigação dos EUA, o FBI, não encontraram quaisquer pistas nem no aparelho celular, nem no computa pessoal do atirador responsável pelo massacre de Orlando que pudessem comprovar a sua ligação com alguma organização terrorista.

    A informação foi prestada nesta segunda-feira (13) pela vice-chefe do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA Dianne Feinstein.

    "O FBI analisou o seu celular e o seu computador e, até agora, não encontrou nada que pudesse ligá-lo de alguma forma [aos terroristas]" – disse Feinstein em entrevista à CNN, usando como fonte dados exclusivos do FBI.

    Na opinião da senadora, os serviços de segurança não tiveram culpa por não ter conseguido evitar o massacre, já que é muito difícil de prever e definir quem simpatiza com os terroristas e "adere ao jihadismo". Feinstein acredita que o exemplo de Omar S. Mateen, que nasceu e cresceu nos EUA, teve um bom emprego durante nove anos e depois, do nada, realizou um massacre, apenas comprova isso.

    O massacre começou às 2h e terminou às 5h locais, com a morte de Omar S. Mateen, o atirador. Natural da cidade de Porto St. Lucie, na Flórida, e filho de paquistaneses, Mateen tinha 29 anos, trabalhava como guarda de segurança e era cidadão americano, segundo informou a Agência Brasil. Segundo a rede americana NBC News, Mateen teria jurado aliança ao Daesh pouco antes de começar a atirar.

    O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o atirador foi influenciado por extremistas islâmicos, mas admitiu que não há evidências de comando externo no ato perpetrado.

    O governador da Flórida, Rick Scott, disse, em entrevista, que as investigações "ainda estão nos estágios iniciais" e que, portanto, ainda não é possível determinar com certeza a causa do ataque.

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    terroristas, massacre, FBI, Dianne Feinstein, EUA, Orlando
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