11:58 21 Maio 2018
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    Bandeiras de Israel e da Palestina

    Será que França conseguirá resolver a crise palestino-israelense?

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    Representante da França afirma que o país assume desinteressadamente as responsabilidades e dá a mão a todas as partes, comunicou o ministro francês das Relações Exteriores Jean-Marc Ayrault durante um encontro com representantes de Israel e da Palestina realizado em Jerusalém em 15 de maio.

    O chefe da diplomacia francesa se reuniu com o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e com o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana Mahmoud Abbas, para discutir as questões principais que serão abordadas na conferência internacional, marcada para 30 de maio. A conferência será realizada em Paris e tem como objetivo intensificar os esforços para relançar o processo de paz na região, que está congelado há dois anos. 

    Esta reunião ao nível ministerial deve reunir os representantes do Quarteto (Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia), os membros principais da Liga Árabe e quaisquer países interessados no alcance da paz.

    Os grupos de trabalho, cada dos quais será presidido por um ou dois países, devem debater os problemas-chave (desenvolvimento econômico, segurança, incentivos), comunica o primeiro-ministro. Ambas as partes participarão no processo de negociações. 

    O enviado especial da França, Pierre Vimont, confirmou que o seu país está pronto para adiar o início da conferência por dois ou três dias para que o secretário de Estado dos EUA John Kerry possa participar da reunião. A data-limite da conferência é o início do Ramadã, ou seja, no final da primeira semana de junho. 

    O ministro francês disse que o atual status quo deste conflito é “insustentável e perigoso”. A França está pronta para participar do processo de paz porque ela não quer que o Daesh cresça na região.    

    "A França é desinteressada" assumiu ele, mas ao mesmo tempo ela está profundamente convencida de que "é necessário fazer alguma coisa para não permitir que as ideias do Daesh se difundam nessa região". 

    Ayrault respondeu também à declaração de Netanyahu de que não acredita no "caráter desinteressado" da iniciativa francesa. O chefe do governo de Israel criticou Paris pelo seu apoio à resolução da UNESCO que pôs em causa a ligação histórica entre o lugar sagrado Monte do Templo em Israel e o judaísmo.

    Ayralut disse que ele percebe que as negociações com os palestinos estão bloqueadas pela parte israelense. Ele também disse não acreditar no desinteresse de Netanyahu e assinou a importância do próximo relatório do Quarteto.

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    Tags:
    conferência, diálogo de paz, resolução, crise, reunião, Quarteto do Oriente Médio, União Europeia, UNESCO, ONU, Jean-Marc Ayrault, Mahmoud Abbas, Benjamin Netanyahu, Palestina, Israel, França, Rússia
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