18:19 23 Agosto 2017
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    Victoria Nuland, secretária-assistente de Relações Europeias do Departamento de Estado dos EUA

    Acabou a festa: Washington exige eleições em Donbass

    © AP Photo/ Pablo Martinez Monsivais
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    A subsecretária de Estado americana, Victoria Nuland, aparentemente decidiu de agir decididamente. Durante a sua recente visita à Ucrânia, ela pressionou os funcionários do governo para que acelerarem a implementação dos Acordos de Minsk, dizendo que no caso da falta de execução a UE iria levantar as sanções antirrussas.

    A descentralização do estado e as eleições em Donbass foram as duas principais questões na agenda durante a visita de Nuland em 25 de abril, informa o site ucraniano Apostrophe. Todos os patrocinadores do processo de paz de Minsk, incluindo a Rússia, sempre insistiram que a guerra civil na Ucrânia só poderia acabar se os acordos fossem totalmente implementados, mas Kiev foi bastante lento na realização das reformas necessárias. A visita de Nuland visou acelerar este processo.

    Kiev foi "fortemente encorajado" a preparar um projeto de lei sobre eleições em Donbass, em meados de maio. "Se o presidente Pyotr Poroshenko não assegurar que a lei seja aprovada, a União Europeia não vai estender as sanções impostas a Moscou," informa o site.

    A UE vai discutir a questão na reunião de cúpula em junho. Mas na quinta-feira (28), a Assembleia Nacional da França aprovou uma resolução do levantamento das sanções antirrussas. A votação começou no momento em que vários países europeus expressaram a sua vontade de recuperar as suas relações com Moscou.

    Este não é um cenário que Washington gostaria de assistir. Se ele não jogar fora, provavelmente seria uma perda total para Nuland, observa a publicação. É por isso a subsecretária de Estado americana para assuntos Europeus e da Eurásia adotou uma posição firme em Kiev.

    A nova abordagem foi resumida melhor por uma fonte anônima, que disse ao Apostrophe que, "não há mais biscoitos, [Nuland] agora está usando uma vara".

    Mais cedo, em abril, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, apelou ao Ocidente e, particularmente, aos EUA que instassem a implementação dos Acordos de Minsk de Kiev e a realização de reformas no país.

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    Tags:
    eleições, sanções, Victoria Nuland, Pyotr Poroshenko, Kiev, Donbass, EUA, Ucrânia
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