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    As sanções antirrussas introduzidas pelos Estados Unidos foram dirigidas contra aqueles quem, de acordo com Washington, são culpados da situação em Crimeia e Donbass, e não deveriam atingir empresas privadas.

    A respectiva declaração foi feita pelo embaixador americano na Rússia, John Tefft, no âmbito da sua visita à cidade russa de Tula. A viagem de trabalho prevê encontros do diplomata com representantes de empresas americanas que atuam na região.

    "Nós não queríamos afetar pessoas comuns, só os líderes, responsáveis pela situação com a Crimeia e Donbass" disse Tefft.

    Ele não deixou de sublinhar que a maioria das empresas americanas não sofreu das sanções.

    Em julho de 2014, os Estados Unidos e seus parceiros europeus aplicaram sanções pontuais contra certos indivíduos e empresas da Rússia. Em seguida, foram implementadas medidas restritivas a setores inteiros da economia russa. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções.

    Enquanto a retórica dos EUA continua, Moscou já tem várias vezes declarado que tem nada a ver com a crise interna na Ucrânia ou ações militares na leste do seu país vizinho (Donbass) e só tem interesse na resolução pacífica do confronto.

    E falando em Crimeia, a península se tornou de novo uma região russa depois do referendo realizado ali em março de 2014, no qual a maioria dos habitantes da península votou a favor da reintegração à Rússia. As autoridades da Crimeia realizaram o referendo depois do golpe de Estado na Ucrânia de fevereiro de 2014, quando políticos solidários com as forças nacionalistas e russófobas chegaram ao poder. A Ucrânia ainda considera a Crimeia como uma parte do seu território.

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    Tags:
    negócios, sanções, John F. Tefft, Rússia, EUA
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