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    Reunião de chanceleres do G7 em Hiroshima, abril 2016

    Japão promove no G7 a despedida das armas nucleares

    © AP Photo/ Jonathan Ernst
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    Após as recepções oferecidas pelo chefe da diplomacia japonesa, Fumio Kishida, a seus homólogos no dia anterior, altos diplomatas do G7 reúnem-se para encontro de trabalho.

    Os chanceleres dos países do bloco G7 reunidos no Japão, que neste ano preside este grupo das economias mais avançadas do mundo, discutiram hoje (11) em Hiroshima uma série de questões da política internacional que, segundo eles, impactam a paz, a segurança e a prosperidade global.

    Em seu comunicado conjunto, os ministros pronunciaram-se pela ‘implementação completa dos Acordos de Minsk’, assinalando que o conflito na Ucrânia ‘só pode ser resolvido por meios diplomáticos e com pleno respeito pela legislação internacional,’ assim como reconheceram que para ‘atingir a solução completa, pacífica e sustentável’ da crise política no país é indispensável manter o diálogo com a Rússia.

    Eles solicitaram ainda que todas as partes do conflito assumam as responsabilidades e cumpram plenamente os seus compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Minsk. Os ministros assinalaram também a falta de avanços concretos no combate a corrupção, anunciado por Kiev como parte do pacote de reformas estruturais do governo Poroshenko.

    Foi adiantado pelos chefes de diplomacias do G7 que, na próxima cúpula em Ise-Shima em 26-27 de maio próximo, será aprovado um novo plano de combate ao terrorismo, em resposta ao atual nível de ameaças. O plano, segundo os chanceleres, incluirá medidas específicas de intensificação dos esforços da comunidade internacional e no âmbito do bloco.

    Os integrantes do bloco pretendem estreitar a coordenação na prestação de apoio aos países na troca das informações sobre terroristas e pessoas suspeitas de terrorismo, visando o fortalecimento do controle migratório.

    ‘Continuaremos a nossa cooperação para travar o fluxo de terroristas e prevenir a circulação de mercadorias relacionadas ao terrorismo, assim como o financiamento de organizações terroristas’, diz o comunicado.

    Neste contexto, os chanceleres reiteraram ‘a importância da cooperação dos órgãos de justiça e segurança pública com base no primado do direito e no respeito dos direitos humanos.’

    A segurança nuclear, que é mais um assunto tradicionalmente abordado pelos altos diplomatas do G7, também não escapou da pauta nesta segunda-feira.

    ‘Nenhum país deve efetuar ensaios nucleares e todos os países devem assinar e ratificar o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares incondicionalmente e sem demora, para que este entre em vigor rapidamente,’ diz a Declaração sobre Desarmamento e Não-Proliferação, assinada hoje(11) em Hiroshima pelos chanceleres, e até por Kerry, cujo país é o único do G7 que não ratificou o Tratado.

    Os ministros elogiaram ainda o plano de resolução do problema nuclear iraniano, assim como exigiram o fortalecimento do controle internacional da exportação para prevenir a proliferação das armas de destruição em massa.

    ‘Os problemas de segurança em alguns regiões, como na Síria, na Ucrânia e, em particular, na República Popular Democrática da Coreia’ são criticados como obstáculos que não permitem atingir maior estabilidade internacional e um mundo livre de armas nucleares.

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    Tags:
    crise ucraniana, desarmamento, Acordos de Minsk, terrorismo, G7, Stephane Dion, Jean-Marc Ayrault, Fumio Kishida, Paolo Gentiloni, Philip Hammond, Federica Mogherini, Frank-Walter Steinmeier, John Kerry, Hiroshima, Japão
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