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    Presidente russo Vladimir Putin está discursando perante a Assambleia Federal da Federação da Rússia, Kremlin, Moscou, 4 de dezembro de 2014

    Mídia: dificuldades na economia não atrapalham Vladimir Putin

    © Sputnik / Grigory Sysoyev
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    De acordo com um artigo publicado na mídia britânica, a Rússia jamais pode ser considerada uma “potência regional” fraca, já que nas últimas décadas as suas ambições se tornaram mais vastas e atualmente ela pode responder aos desafios do Ocidente.

    Enquanto o Pentágono opina que Moscou tenta mudar a ordem mundial existente e é a ameaça principal aos EUA, o presidente americano opina que a Rússia “está se esvaindo em sangue”. Além disso, uns especialistas ocidentais chamam o país de “superpotência vazia” sem uma estratégia clara, escreveu a publicação.

    No entanto, o jornal considera ambas as avaliações como possíveis e certas. Há certos problemas na economia russa: o potencial econômico atual e o orçamento militar da Rússia são muitas vezes menores do que os mesmos dos EUA. Mesmo assim, o líder russo resolve vários problemas internos e externos bastante bem, de acordo com o FT:

    “Ele [Putin] se manteve no poder durante a maior parte de duas décadas. Ele estava prosseguindo a retórica contra a OTAN no espaço pós-soviético. E no Oriente Médio ele se mostrou como especialista em alcançar acordos”, notou o autor da matéria, Eugene Rumer.

    Além disso, segundo a publicação, na crise síria Vladimir Putin mostrou “profissionalismo, firmeza e sensatez.”

    “No aspecto mais amplo podemos dizer que a Rússia retornou ao Oriente Médio. Ela fica em meio da rede complicada que não só envolve a Síria, mas também outros países diretamente ou indiretamente envolvidos no conflito de escala bastante grande na região, inclusive os EUA. Sim, Moscou não pode por si mesmo resolver os problemas da região – mas quem pode? E agora estes problemas podem ser resolvidos sem ela”, diz-se no artigo.

    Ainda mais, o autor nota que o Kremlin atingiu as assim chamadas linhas vermelhas da OTAN, mas não as atravessou. A Ucrânia e a Geórgia nunca recebiam quaisquer garantias da aliança militar e Putin fez tudo o possível para que não recebessem.

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    opinião, Vladimir Putin, Oriente Médio, Rússia
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