07:46 21 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Cartaz da guerrilha colombiana ELN

    Governo da Colômbia anuncia negociações de paz com ELN

    © flickr.com/ Julián Ortega Martínez
    Mundo
    URL curta
    701
    Nos siga no

    O governo da Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país, anunciaram formalmente na tarde desta quarta-feira (30) o início de um processo de negociações para um acordo de paz.

    O anúncio, feito a partir da sede do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, em Caracas, representa um importante marco na tentativa de pôr fim a meio século de conflito armado.

    Após quase dois anos de conversações preliminares, as partes definiram que as negociações serão realizadas no Brasil, Equador, Venezuela, Chile e Cuba. Estes países, bem como a Noruega, se dispuseram a mediar o processo de paz.

    O processo deverá contemplar seis tópicos: participação da sociedade na construção da paz; democracia para a paz; transformações; vítimas; fim do conflito armado; e implementação.

    ​As negociações se assemelham às que ocorrem há mais de três anos em Cuba com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o maior grupo rebelde do país. Recentemente, este processo acabou emperrando num momento em que um acordo final parecia estar próximo, fazendo com que o prazo fosse prorrogado.

    Seguindo uma ideologia que mescla cristianismo, marxismo e nacionalismo radical, o ELN foi fundado em 1964 sob a influência da revolução cubana (quase ao mesmo tempo com as FARC) e hoje conta com mais de 1500 combatentes, segundo cifras oficiais.

    Assim como as FARC, o grupo utiliza técnicas extremas para conseguir financiamento, como extorsão, sequestros e, nos últimos anos, através de vínculos com o narcotráfico.

    Em mais de 50 anos, os conflitos entre o governo e as guerrilhas colombianas já deixaram mais de 220 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.

    Tags:
    negociações de paz, ELN, Colômbia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar