20:32 05 Dezembro 2020
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    O Supremo Comitê de Negociações (SCN) da oposição síria ainda não quer se manifestar sobre se vai ou não vai participar da nova ronda das negociações em Genebra.

    Disse o representante oficial do SCN, Riyad Naasan Aga, em uma entrevista à agência de notícias RIA Novosti, nesta quarta-feira (9):

    "A decisão [sobre a participação das negociações] ainda não está tomada, o Comitê aguarda que sejam cumpridos os itens da resolução do Conselho de Segurança da ONU 2.254 sobre a libertação dos presos políticos e o fornecimento de ajuda militar em todas as áreas sitiadas".

    A resolução 2.254 foi adotada em 18 de dezembro de 2015 e prevê um "roteiro" para a pacificação no país. Um dos itens deste roteiro é a atuação do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, "através os seus bons serviços e os esforços do seu Enviado Especial para a Síria, [para que ele] convença os representantes do governo e da oposição sírias a se engajarem em negociações formais sobre um processo de transição política em uma base urgente".

    As negociações formalmente foram dadas como abertas em 29 de janeiro. Mas um pouco depois, divergências sobre a ajuda humanitária exigiram uma pausa. As partes conseguiram evitar que a pausa fosse um fracasso.

    E agora, a data da continuação das negociações é 14 de março e o prazo final previsto para esta primeira etapa é 23 de março. As datas foram anunciads por Staffan de Mistura, o Enviado Especial para a Síria mencionado na resolução da ONU. Por sua parte, Naasan Aga confirmou ter recebido o convite.

    Convite não atendido

    De Mistura declarou hoje que ele não irá participar do encontro do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, com os ministros europeus, previsto para o dia 13 de março e cujo tema também será a Síria.

    "Não, eu não planejo participar do encontro. O meu trabalho é preparar as negociações", declarou o enviado especial em uma coletiva na capital suíça.

    Assuntos humanitários

    Nesta quarta-feira, 9 de março, Genebra sediou também vários encontros de grupos dedicados à ajuda humanitária e à manutenção do cessar-fogo na Síria.

    Falando em ajuda humanitária, Yacoub El Hillo, o coordenador de ajuda humanitária da ONU, anunciou que a organização destinará lotes para 870.000 pessoas em regiões anteriormente inacessíveis da Síria. São as zoans de Douma, Zamalka, Muaddamiyah, Arbil, Kharasta do Leste. Além disso, ele mencionou que até o fim de abril, mais 610 mil pessoas vão receber ajuda humanitária.

    Staffan de Mistura (direita) gesticulava bastante durante a coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 9 de março de 2016, junto ao seu conselheiro Jan Egeland
    © AFP 2020 / FABRICE COFFRINI
    Staffan de Mistura (direita) gesticulava bastante durante a coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 9 de março de 2016, junto ao seu conselheiro Jan Egeland

    No que toca na ajuda humanitária já enviada, o conselheiro de Staffan de Mistura, Jan Egeland, frisou que as Nações Unidas enviaram lotes para dez regiões sitiadas da Síria no mês passado, fevereiro.

    Há uma cidade que segue sendo difícil de acessar, Deir ez-Zor. A ONU tinha parado por um tempo o envio de ajuda lá, porém planeja retomar esta atividade. A última vez foi em 24 de fevereiro. O coordenador El Hillo disse que aquela experiência serviu como uma "lição" que foi apreendida.

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    Tags:
    negociações, ONU, John Kerry, Jan Egeland, Staffan de Mistura, Genebra, Suíça, Síria
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