09:51 21 Outubro 2021
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    Na opinião do diretor do Instituto russo de Astronomia, Boris Shustov, por causa do grande volume de lixo espacial, os países que desenvolvem programas espaciais poderão ser privados do acesso ao espaço daqui a 10-20 anos.

    “O espaço em órbita está tão poluído que não poderemos avançar mais no espaço. Todos os fragmentos de detritos espaciais se movem à velocidade de alguns milhares de quilómetros por hora e possuem uma força colossal. Com esta velocidade, um grão de areia obtém a força de uma bala”, disse Shustov.

    Segundo os dados de cientistas russos, em órbita da Terra podem ficar cerca de 750 milhões de objetos artificiais menos de 1 milímetro. Shustov afirmou que especialistas consideram vários meios para lutar contra o lixo espacial, inclusive armas nucleares.

    “Mas isso é absurdo e não é necessário. É o mesmo que gastar pólvora em salvas. Por isso, os cientistas elaboram novos métodos de captura do lixo espacial com uma rede ou até por meio de lazer”, disse.

    A situação agrava-se pelo fato de as colisões de detritos levarem a novos pedaços, que por sua vez colidem e se multiplicam. Estes pedaços constituem uma ameaça aos satélites e Estação Espacial Internacional.

    “A perda de um satélite é a perda de muito dinheiro e implica novas despesas para produzir e lançar um novo satélite. Isso leva muito tempo”, sublinhou o chefe do programa científico de coleta e análise de informações sobre detritos espaciais, Vladimir Agapov.

    O especialista afirmou que há muito projetos de retirar o lixo do espaço – captura física, retirada usando rebocadores, sistemas de cabos eletromagnéticos. Entretanto, todos eles são somente projetos. A sua concretização depende de vários fatores. O primeiro é a parte da engenharia, dos sistemas complicados devem ser criados. O segundo é a segurança. Para retirar o lixo é preciso não tocar nos satélites em funcionamento. O terceiro é o aspeto jurídico. Todos os objetos industriais no espaço pertencem a algum país, consequentemente, será preciso receber uma licença para retirá-lo do espaço.

    Agora há uma regra segundo a qual todos os países que têm programas espaciais são obrigados a retirar de órbita os seus dispositivos que já estão fora de serviço, mas esta norma não é ideal.Os cientistas pensam que a resolução do problema pode consistir em limpar o espaço através do desenvolvimento de novos tipos de energia e sistemas de laser.

    Tags:
    Rússia, Espaço, cientistas, laser, armas nucleares, satélites, lixo espacial
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