06:10 23 Setembro 2019
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    Segundo especialista, o vínculo com a máfia parece ser a melhor alternativa quando há muita dificuldade de adaptação

    Gangues usam voodoo para forçar refugiadas a se prostituir na Europa

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    Muitas mulheres refugiadas que chegam à Europa estão sendo forçadas a se prostituir, inclusive com auxílio de práticas de voodoo, enquanto os homens são obrigados a pedir esmolas, segundo denunciou o analista de urbanização Stéphane Quéré, da Engie (GDF Suez), em entrevista ao site de notícias Atlantico nesta terça-feira.

    No último final de semana, a Interpol divulgou um relatório destacando as atividades de grandes redes criminosas que tentam explorar os imigrantes recém-chegados ao continente europeu. Segundo esse documento, muitos refugiados, temendo o tratamento que receberiam por parte dos governos locais, acabam se deixando levar pelas promessas de aliciadores, na esperança de conseguir mais dinheiro para seguir sua jornada. 

    "Por um longo período, a prostituição de imigrantes ilegais esteve limitada à comunidade da qual eles vinham. Mas, nos anos mais recentes, esse mercado está aberto aos europeus. Isso é novo. Esse problema está particularmente presente nas redes nigerianas. As mulheres se prostituem sob coação de um ritual voodoo, o Gugu. Essas redes também forçam os homens a mendigar", garantiu Quéré. 

    De acordo com o pesquisador Fabrice Balanche, parte dos problemas envolvendo essas organizações criminosas está na falta de habilidade dos refugiados para se adaptar. 

    "É difícil lutar contra esse fenômeno, uma vez que os migrantes vêm de países onde as máfias são onipresentes. A extensão das famílias é a fundação da sociedade, e é através delas que o indivíduo tem acesso a trabalho e goza de proteção", comentou Balanche para o Atlantico. 

    Segundo o especialista a única maneira de combater essas gangues é através da intervenção estatal e da integração dos imigrantes à sociedade do seu novo país.

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    Tags:
    imigração, refugiados, prostituição, voodoo, GDF Suez, Engie, Interpol, Stéphane Quéré, Fabrice Balanche, Nigéria, Europa
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